Receio com Grécia pesa e bolsas de NY despencam

Perspectiva frágil sobre negociações com os credores internacionais fez temor crescer entre investidores

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

20 de setembro de 2011 | 18h12

Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos viraram pouco antes do encerramento do pregão e fecharam em baixa em meio à notícia de que as negociações entre a Grécia e os credores internacionais ainda devem continuar por mais algum tempo antes da liberação da próxima parcela do empréstimo ao país. A exceção foi o Dow Jones, que conseguiu manter parte dos ganhos obtidos ao longo do dia. O Dow Jones subiu 7,65 pontos, ou 0,07%, para 11.408,66 pontos. O Nasdaq perdeu 22,59 pontos, ou 0,86%, para 2.590,24 pontos. O S&P 500 teve declínio de 2,00 pontos, ou 0,17%, para 1.202,09 pontos.

Pouco antes do fechamento das bolsas norte-americanas, uma agência de notícias grega divulgou, sem citar fontes, que os representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) - a troica - voltarão a Atenas no início de outubro para completar a avaliação sobre a reforma fiscal da Grécia. Após o encerramento do pregão, o país divulgou que continuará negociando com os credores internacionais no final de semana.

As notícias deixaram o mercado preocupado com a possibilidade de as negociações entre o governo grego e a troica acabarem chegando a um impasse como o observado no início de setembro, o que impediria o país de receber no mês que vem a próxima parcela do empréstimo referente ao pacote de resgate. "A Grécia precisa trabalhar mais para receber a tranche seguinte", disse Lorenzo Di Mattia, gerente do Sibilla Global Fund. "As notícias diminuíram a expectativa de um auxílio imediato", acrescentou.

No mercado de Treasuries, os preços subiram, com respectivo movimento inverso dos juros, refletindo as expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) anunciará amanhã a chamada "Operação Twist", que consiste na troca dos papéis de curto prazo que atualmente estão no balanço da instituição por bônus de prazo mais longo. As informações são da Dow Jones.

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