Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Receio da Grécia volta e bolsas de NY fecham em baixa

Falta de uma solução por parte de autoridades financeiras da Europa no final de semana, em reunião, elevou precoupação de investidores

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

19 de setembro de 2011 | 17h41

Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam em baixa, refletindo a preocupação com a possibilidade de um default (calote) da Grécia, principalmente depois de as autoridades financeiras da Europa terem encerrado uma reunião, no fim de semana, sem apresentar um plano para lidar com a crise das dívidas soberanas da zona do euro.

O receio foi acentuado pelo fato de amanhã terminar o prazo para que a Grécia pague um total de 750 milhões de euros em juros de dívidas com vencimento em 2037 e em 2040. Mais cedo, circularam rumores de que os gregos não tinham dinheiro suficiente para quitar essas obrigações, mas esses boatos foram sufocados pelo próprio mercado ao longo do dia.

No fim do pregão, a preocupação com a Grécia já havia diminuído porque o país anunciou, por meio de um comunicado, que teve uma conversa "produtiva e substancial" com representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) - a trinca de credores que precisa aprovar as medidas adotadas pelo governo grego para liberar a próxima parcela do resgate ao país. Amanhã a Grécia e os credores voltarão a conversar.

Alguns investidores, no entanto, ainda temem a possibilidade de uma moratória da dívida grega. "Estamos caminhando em direção a um default desordenado da Grécia no momento", disse Keith Goddard, gerente de portfólio do Capital Advisors Growth Fund. "Enquanto não houver políticas para evitar esse tipo de coisa, os investidores nunca estarão completamente dentro" do mercado.

Nos EUA, o presidente Barack Obama divulgou hoje um plano para reduzir o déficit orçamentário e compensar o custo de um outro projeto de geração de empregos apresentado anteriormente pela Casa Branca. O plano anunciado por Obama prevê uma redução de US$ 3,6 trilhões no déficit norte-americano ao longo da próxima década, em parte por meio do cancelamento de benefícios fiscais concedidos aos cidadãos mais ricos e a algumas empresas.

Entre os indicadores divulgados mais cedo, o índice de sentimento de confiança das construtoras dos EUA recuou para 14 em setembro, ante 15 registrado no mês de agosto. Analistas esperavam estabilidade. O Dow Jones caiu 108,08 pontos, ou 0,94%, para 11.401,01 pontos, com mínima de 11.255,25 pontos. O Nasdaq recuou 9,48 pontos, ou 0,36%, para 2.612,83 pontos. O S&P 500 fechou em baixa de 11,92 pontos, ou 0,98%, para 1.204,09 pontos.

Entre os destaques da sessão estão as ações da Apple, que subiram 2,78%, para US$ 411,63 por ação, um novo recorde de fechamento. No mercado de Treasuries, os preços subiram, com respectivo movimento inverso dos juros, diante da preocupação dos investidores com a situação na Europa. "As pessoas estão realmente tendo uma perspectiva negativa para as coisas e começando a extrapolar o que um default da Grécia significaria", disse Anthony Valeri, estrategista de investimentos da LPL Financial.

No fim da tarde em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 3,212%, de 3,332% na sexta-feira; o juro das T-notes de 10 anos estava em 1,957%, de 2,068%; o juro das T-notes de dois anos estava em 0,153%, de 0,173%. Valeri acrescentou que o novo nível normal para o juro da T-note de dez anos é de aproximadamente 2% no atual ambiente de preocupações com as dívidas soberanas da Europa. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Nova YorkbolsasGrécia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.