Rede Smart, do grupo Martins, quer chegar a 1 mil lojas

O grupo Martins, maior atacadista especializado na distribuição de produtos do País, está investindo pesado em supermercados. Sua bandeira Smart cresceu 60% no ano passado e chegou a 801 lojas, distribuídas por 10 Estados. Até o fim do ano, a rede deve chegar a mil lojas.Criada há seis anos, a bandeira Smart funciona em parceria com pequenas redes de supermercados. Os mercados de vizinhança reformam as lojas para seguir um modelo padronizado, mas podem manter seus nomes originais. O Martins não é dono das lojas. Ao se associar à marca, os comerciantes passam a contar com a força da central de compras do Martins para negociar preços com grandes fornecedores.A bandeira Smart foi criada pelo Martins como uma reação às dificuldades enfrentadas por sua clientela tradicional, o comércio de bairro. Nos últimos tempos, a rede se tornou um dos principais alvos estratégicos para expansão do grupo atacadista, que tem 230 mil clientes em todo o País e faturou R$ 3,4 bilhões no ano passado.A rede Smart é estratégica para o grupo fidelizar seus clientes e enfrentar a concorrência crescente das grandes redes do setor. O avanço do número de lojas da marca Smart é expressivo. Para ter-se uma idéia, a maior rede do País, o Pão de Açúcar, somava 556 lojas no fim de 2005.PlanejamentoA partir do próximo mês, o grupo começa a preparar seu planejamento para os próximos cinco anos. Hoje, como atacadista, a empresa distribui alimentos, eletroeletrônicos, materiais de construção, produtos veterinários e medicamentos. Os remédios são distribuídos com a marca Farma Service.Além disso, o Martins criou, em março de 1990, o Tribanco para ser o banco das micro e pequenas empresas que estão em contato constante com o grupo. "O mercado está muito dinâmico e competitivo, precisamos estar preparados", diz o vice-presidente da empresa, Sérgio Moro. A expansão do Wal-Mart, que já atua na área de atacado com a rede Sam's Club e a possibilidade de outras redes de supermercados entrarem no País nos próximos anos, preocupam o Martins.As grandes redes de varejo concorrem com os supermercados médios e pequenos, de vizinhança, que são clientes do Martins."Na medida em que eles disputam vendas com nossos clientes são indiretamente nossos concorrentes", diz o diretor superintendente da empresa, José Antônio Rossi Sales.Há três anos, o Martins passou por um processo de reestruturação. O grupo abandonou parcerias na área de internet e desistiu de oferecer serviços de transporte para terceiros. "Não eram negócios rentáveis. Também reduzimos em 50% o total de 33 mil itens comercializados porque o retorno não estava dentro do esperado", diz o presidente do grupo, Alair Martins do Nascimento.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.