Referendo na Crimeia leva bolsas da Ásia a fecharem mistas

Mercado vive expectativa quanto à reação do Ocidente em relação ao resultado do referendo na Crimeia

Marcelo Ribeiro Silva, com informações da Dow Jones Newswires,

17 de março de 2014 | 08h41

As bolsas asiáticas encerraram o primeiro pregão da semana sem direção única, em meio à expectativa de como o Ocidente vai reagir ao resultado do referendo na Crimeia, que ontem decidiu se separar da Ucrânia e passar a integrar o território russo. Por outro lado, um novo plano de urbanização na China ajudou a sustentar a alta das ações locais.

Alguns mercados fecharam em queda diante da crescente preocupação com outra possível incursão militar russa na Ucrânia. As tensões na região já pesaram sobre os mercados asiáticos em outros pregões de semanas anteriores.

Na China, as principais bolsas fecharam em alta, à medida que os investidores receberam bem um plano de urbanização lançado no país no final de semana. O índice Xangai Composto avançou 0,96%, a 2.023,67 pontos, enquanto o Shenzhen Composto ganhou 2,06%, a 1.096,36 pontos.

O avanço foi determinado por um plano do governo para acelerar a urbanização na China, tornando mais fácil para os agricultores se deslocarem para as cidades, o que favorece o consumo e o crescimento econômico. Até 2020, a China pretende ter cerca de 60% de sua população vivendo em cidades, ante 52,6% no final de 2012.

Entre as ações, a China Vanke subiu 3,1% e a Henan Tongli Cement Group avançou 10,0%. No mesmo sentido, a Anhui Conch Cement se valorizou 2,6%.

Ainda no final de semana, o Banco do Povo da China (PBoC, O BC chinês) anunciou que decidiu ampliar a banda de flutuação do yuan ante o dólar para 2%, de 1% anteriormente.

A Bolsa de Hong Kong, por outro lado, fechou em queda de 0,30%, com o índice Hang Seng a 21.473,95 pontos.

Entre os demais índices da região, o sul-coreano, Kospi, subiu 0,40%, a 1.927,53 pontos, enquanto o de Taiwan, o Taiex, ganhou 0,14%, a 8.700,10 pontos. O pessimismo dos investidores prevaleceu na Bolsa de Tóquio, em função de sanções que países do Ocidente podem impor à Rússia por causa do resultado do referendo da Crimeia. O índice Nikkei recuou 0,35%, a 14.277,67 pontos.

Na região do Pacífico, na Bolsa da Austrália, a cautela prevaleceu diante da aversão ao risco de alguns mercados em reação à questão da Crimeia. O índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, recuou 0,22%, a 5.317,60 pontos. Além disso, a preocupação com a economia chinesa ainda pesa sobre o mercado australiano. Entre as ações, o Commonwealth Bank of Australia e o BHP Billiton caíram 0,5%, enquanto o Woolworths caiu 2,3%.

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