Relatório de emprego deve puxar NY para cima na abertura

As bolsas norte-americanas devem iniciar a terça-feira, 22, em alta, sinalizam os índices futuros. Os números do mercado de trabalho em setembro, que estavam com a divulgação atrasada em 18 dias, vieram piores que o esperado e, por sinalizarem que a retirada de estímulos monetários não deve ser feita agora, animam os investidores nesta manhã. Às 11h20 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,27%, o Nasdaq ganhava 0,38% e o S&P 500 avançava 0,32%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

22 de outubro de 2013 | 11h33

O indicador mais esperado do dia - e da semana -, o relatório mensal de emprego foi divulgado nesta manhã pelo Departamento de Trabalho e mostrou a criação de 148 mil vagas em setembro, abaixo da expectativa dos economistas, que previam 180 mil postos. A taxa de desemprego veio melhor que o previsto e ficou em 7,2%, enquanto os economistas esperavam que ela ficasse no mesmo nível de agosto, em 7,3%.

Na avaliação do economista da consultoria Pantheon Macroeconomics, Ian Shepherdson, este deve ser o último relatório de emprego (payroll) divulgado este ano em que os números não devem ser contaminados pela paralisação do governo. Em outubro, o impasse fiscal pode ter custado vagas, sobretudo em partes do setor privado que trabalham junto ao governo, como fornecedores e prestadores de serviços. Em um relatório a investidores, o economista esperava a criação de 160 mil vagas em setembro e só vê chances de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mudar a política monetária em janeiro de 2014, por causa dos impactos da paralisação do governo na atividade.

Além dos dados do emprego, o mercado pode ser influenciado nesta terça-feira, 22, pelos números dos investimentos em construção, que saem às 12h (de Brasília). Um dos setores que vêm liderando a recuperação da economia desde final de 2012, o segmento andou de lado nos últimos meses, por causa do aumento dos custos da hipotecas, que subiram por conta da expectativa de mudança da política monetária e acabaram influenciando as vendas de moradias.

No noticiário corporativo, as atenções estão voltadas para um evento que a Apple fará em São Francisco hoje, marcado para começar às 15h (de Brasília). A expectativa é de que a empresa anuncie uma nova versão do iPad em um mercado cada vez mais concorrido. Nesta terça-feira, a Nokia apresentou em Abu Dhabi seu primeiro tablet, o Lumia. No pré-mercado, o papel da Apple subia 1,16%. Já o American Depositary Share (ADS) da Nokia tinha ganho de 0,71%.

Além da Apple, balanços do terceiro trimestre devem continuar atraindo a atenção de Wall Street. Na agenda do dia, estão empresas como Delta Air Lines, Lockheed Martin, Kimberly-Clark, Dupont e a Travelers, que no Brasil tem participação na seguradora do grupo do Paraná JMalucelli, maior seguradora de garantias do País. Entre os balanços já anunciados hoje, a companhia aérea Delta divulgou nesta manhã receitas e lucros acima do esperado por analistas do setor de aviação, com ganho de US$ 1,37 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 30% ante o mesmo período do ano passado. No pré-mercado, o papel subia 3,16%.

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