Releitura de indicador eleva juro e derruba Bolsas em NY

Os juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) voltaram a subir, depois de esboçar reação positiva (queda) à revisão do número de vagas de trabalho criadas em fevereiro nos EUA. Os investidores dizem agora que, no fim das contas, o relatório de março do "payroll" não oferece clara indicação se a taxa de rendimento dos Federal Funds será elevada para além de 5% este ano. De acordo com analistas ouvidos pela Dow Jones, uma sinalização nesse sentido dependerá das perspectivas para o crescimento no segundo trimestre, depois da esperada recuperação do crescimento do PIB real para cerca de 5%, em base anualizada, no primeiro trimestre. No mercado de títulos do Tesouro alemão, investidores comentavam que a queda na taxa de desemprego em março, nos EUA, indica que o mercado de trabalho norte-americano está aquecido, aumentando a pressão para elevação nas taxas de juro. A terceira leitura do relatório de emprego projetou o juro do título norte-americano de 10 anos para as máximas do dia e acima do maior nível dos últimos quatro anos. O movimento do título prejudica as bolsas, que operam pressionadas em Nova York, assim como na Europa. O dólar também partilha da análise mais recente do dado e sobe. Às 11h43 (de Brasília), o juro da T-Note de 10 anos subia para 4,9350%, depois de chegar a 4,9453% na máxima. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York operava em baixa de 0,23% e o Nasdaq em queda de 0,30%. O dólar subia para 117,84 ienes e o euro caía para US$ 1,2124. A Bolsa de Londres operava estável, Frankfurt caía 0,87% e Paris recuava 0,55%. O estrategista do Bank of New York Michael Woolfolk disse que os números de emprego nos EUA são ambíguos com tendência favorável para o dólar, já que a queda na taxa de desemprego traz preocupações relacionadas à inflação. Segundo ele, quando a poeira baixar, a avaliação será feita no contexto inflacionário, elevando as chances de o Fed (banco central dos EUA) superar os 5% este ano. Woolfolf disse que o Fed disse explicitamente estar preocupado com a utilização da capacidade, portanto a queda na taxa de desemprego intensifica preocupações relacionadas a eventual aumento nos salários, que o mercado de trabalho terá de oferecer para atrair trabalhadores. Com informações da Dow Jones.

Agencia Estado,

07 Abril 2006 | 11h58

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