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Renova Energia interrompe oferta pública de ações por 60 dias

A captação máxima seria de R$ 867,9 milhões, caso o IPO saísse pelo preço teto e com o exercício integral dos lotes extras

Luana Pavani e Vinícius Pinheiro, da Agência Estado,

18 de março de 2010 | 09h19

A Renova Energia solicitou ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a interrupção da análise do pedido de registro de oferta pública primária de certificados de depósito de ações (units) por até 60 dias úteis. Todos os pedidos de reserva feitos por investidores serão cancelados e no caso dos que já tenham feito pagamento, os valores depositados serão devolvidos no prazo de cinco dias úteis sem remuneração ou correção monetária.

 

A empresa justifica a interrupção "por razões estratégicas e de condições de mercado", e acrescenta em comunicado ao mercado que as condições estão sendo revistas.

 

A Agência Estado informava ontem que a procura pela oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da Renova era baixa e existia a possibilidade de a oferta não sair.

 

Hoje, de acordo com o cronograma inicialmente previsto, seria definido o preço por ação. A empresa, que opera três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), com 41,8 MW de potência instalada na Bahia, pretendia emitir 25,716 milhões de units, mais lotes suplementar e adicional, que elevariam a quantidade em 35%. A faixa estimada de preço inicialmente era entre R$ 19 e

R$ 25. A captação máxima seria de R$ 867,9 milhões, caso o IPO saísse pelo preço teto e com o exercício integral dos lotes extras.

 

O coordenador líder da oferta é o Banco Santander, gestor do fundo InfraBrasil, segundo maior acionista da Renova, com 32,18% do capital, e o BofA Merrill Lynch também atua na coordenação da oferta.

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