Rentabilidade de fundos atrelados ao IGP-M deve subir, mas não muito

Quem tem dinheiro aplicado em fundos de investimento atrelados ao Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) ou em Notas do Tesouro Nacional da série C (títulos pós-fixados corrigidos pelo IGP-M) talvez tenha visto ontem razão para comemorar: o índice, que vinha registrando inflação baixa esse ano, subiu 0,75% em junho (contra, por exemplo, apenas 0,38% em maio). A alta, que correspondeu ao teto das expectativas dos analistas, foi a maior nesse tipo de indicador desde janeiro deste ano. Os economistas avaliam, contudo, que o IGP-M não vai se manter nesse nível. O IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas, deve desacelerar para 0,35% em julho, na avaliação da equipe de economistas da Rosenberg & Associados, segundo relatório divulgado ontem para clientes. "Os preços agrícolas, que mostraram uma acentuada aceleração, não devem continuar com tal movimento", salientaram os analistas no documento, acrescentando que, na última semana, os preços da soja deixaram de mostrar um movimento altista e não devem apresentar ganhos futuros relacionados à depreciação da taxa de câmbio. Os economistas destacaram que os movimentos internacionais das commodities metálicas ainda podem exercer algum expurgo das recentes elevações na próxima apuração. Entretanto, este movimento já não mostra a mesma trajetória altista. Ainda assim, os fundos atrelados ao IGP-M não vão continuar amargando com a deflação apontada pelo indicador em meses recentes. De acordo com os economistas, o IGP-M de junho revela uma aceleração de 0,37 ponto porcentual em relação a maio e pode significar que o período de deflação do índice ficou no passado. "Dentre os três componentes do IGP-M, tanto o IPA-M quanto o INCC-M mostraram um movimento acentuado de aceleração de 0,68 pp e 0,64 pp, respectivamente", destacaram. O primeiro passou de uma alta de 0,43% em maio para uma elevação no mês de maio, de 1,11%. Já com o INCC-M, a aceleração também apresentou forte acréscimo e o índice passou de 0,81% na apuração anterior para 1,45%. "Por outro lado, o IPC-M apontou um recuo em relação a maio (0,22%) e apresentou uma deflação de 0,44%.

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