Reservas internacionais crescem e podem ajudar Bolsa

As reservas internacionais do País já se aproximam dos US$ 70 bilhões e o risco Brasil testa novas mínimas históricas. Esse cenário reforça os fundamentos macroeconômicos e a percepção favorável dos investidores estrangeiros sobre o Brasil, diante da melhora da capacidade de solvência em relação às contas externas. Essa combinação alimenta comentários de que o governo pode aproveitar o bom momento para fazer uma nova troca de títulos, para alongamento da dívida externa. E esses fatores também podem estimular novas captações externas por empresas e bancos privados. Isso significa que aumenta a capacidade das empresas de conseguirem financiamento para investir, o que, no longo prazo, tende a reforçar o valor de suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Isso acontece porque, quanto menor o risco Brasil, menos juros as empresas precisam pagar pelos empréstimos captados no exterior. Com dinheiro mais barato, crescem as possibilidades de investimento das empresas em produção. Os investidores, atentos a esses movimentos, percebem que, com a perspectiva de crescimento futuro da empresa, seu valor de mercado também subirá, o que acaba por se refletir nas ações da empresa. Para o pequeno investidor, portanto, basta aproveitar o momento - segundo especialistas, muitas ações da Bovespa estão baratas, devido às desvalorizações registradas durante a volatilidade desde maio - e ir às compras, escolhendo ações seguras e com bom potencial de rentabilidade. No início da tarde de ontem, o Banco Central informou que as reservas subiram 393 milhões na quarta-feira, para US$ 69,011 bilhões, pelo conceito de liquidez internacional. Já o risco Brasil caía para 205 pontos base - depois de fechar a quarta-feira em nova mínima histórica de 208 pontos base.

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