Reunião do BC americano é divisor de águas esta semana

Depois de muita expectativa, o grande dia para investidores do mundo todo está próximo. Amanhã, o Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) reúne-se para definir o rumo da taxa básica de juros no país. ?É o divisor de águas para o mercado?, define Newton Rosa, economista-chefe da Sul América Investimentos. A maioria dos analistas - aqui e no exterior - acredita que a taxa será mantida nos atuais 5,25% ao ano. ?O relatório de emprego divulgado sexta-feira reforçou essa aposta?, afirmou Alexandre Maia, economista-chefe da Gap Asset Management. O documento mostrou que foram abertas 113 mil vagas no mercado de trabalho americano em julho, número inferior às projeções mais freqüentes (mediana) dos analistas. Além disso, a taxa de desemprego no mês subiu para 4,8%, ante 4,6% de maio. A maior parte dos especialistas esperava que o número ficaria estável. Se a manutenção do juro no nível atual é quase uma barbada, o mesmo não pode ser dito em relação ao comunicado a ser divulgado depois da reunião. ?Se o tom for bem-humorado, a tendência será bastante positiva para os mercados? , disse Rosa. Se o Fed mantiver o juro, mas emitir um texto incerto sobre a tendência para a atividade econômica, o vaivém das cotações vai continuar. ?O grande problema deste momento é que os sinais emitidos pela economia americana são ambíguos?, explicou o economista da Sul América. Alguns mostram desaceleração, enquanto outros apontam aquecimento. Reunião do Fed à parte, a semana reserva a divulgação de indicadores importantes da economia do país. Maia, da Gap, destaca dois: os dados de produtividade e custo de mão-de-obra no segundo trimestre (amanhã) e as vendas no varejo de julho (sexta). ?Embora o presidente do Fed, Ben Bernanke, tenha dito que a economia parece se desacelerar, o que realmente importa são os dados?, explicou. No Brasil, a semana é considerada fraca do ponto de vista de indicadores macroeconômicos. A exceção fica por conta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A expectativa da maior parte dos analistas é de que o índice - usado para balizar as metas de inflação - fique em 0,15%. As projeções de Maia e Rosa estão em linha com essa estimativa. O primeiro espera 0,16% e o segundo, 0,17%. O desempenho dos principais mercados - câmbio, bolsa e juros - no Brasil dependerá, em grande medida, da decisão do Fed. ?Mas, a princípio, estamos otimistas?, disse Maia.

Agencia Estado,

07 de agosto de 2006 | 08h45

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