Rio disputa nova refinaria da Petrobras, diz secretário

Futura sede dos investimentos de US$ 6,5 bilhões que a Petrobras fará num Complexo Petroquímico nos próximos anos, o Estado do Rio também estará na disputa pela megarefinaria que a estatal deve começar a estudar para processar 500 mil barris de óleo por dia a partir de 2014.O governo do Estado deve entregar à Petrobras ainda hoje a oficialização do pedido para que a região norte fluminense seja avaliada como principal concorrente a receber estes investimentos, que devem girar em torno de US$ 7 bilhões, segundo cálculo do secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Estado, Wagner Victer.O diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, confirmou a intenção da empresa em construir a unidade, que se chamaria Premium, sem parceiros, e voltada principalmente para a exportação.A campanha para que a Petrobras instalasse uma refinaria no Norte Fluminense permeou todo o governo de Rosinha Matheus (PMDB) nos últimos quatro anos e deverá ser o mote da campanha do candidato Sérgio Cabral (do mesmo partido), coordenada por Victer.Segundo o secretário, o principal argumento apresentado pela Petrobras para desclassificar a região norte do Estado para a construção do Complexo Petroquímico era a falta de um porto no local, que dificultaria o escoamento dos combustíveis. Na ocasião, dizia-se que o projeto teria um custo aumentado em US$ 500 milhões por conta da falta deste porto.Porém, lembrou Victer, este empecilho já está sendo solucionado: o grupo MMX, do empresário Eike Batista, anunciou investimentos para a construção do terminal portuário, que abrigará navios petroleiros de grande porte."Com isso, a região se torna a favorita no Brasil para receber os investimentos, já que está perto da produção tem facilidade de escoamento", argumentou Victer.

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