Ripasa deve se transformar em consórcio até setembro

A Ripasa Celulose e Papel S.A. deve passar a operar como consórcio até o final do terceiro trimestre, segundo expectativa das suas controladoras Suzano Papel e Celulose e Votorantim Celulose e Papel (VCP). A informação foi dada hoje pelo vice-presidente da Suzano Holding, João Pinheiro Nogueira Batista. ?Queremos que isso seja resolvido o mais rápido possível?, destacou o executivo, que participa nesta segunda-feira do 8º Encontro de Relações com Investidores, promovido pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) e Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri), em São Paulo (SP). ?Vamos trabalhar para que a transformação em consórcio ocorra até o final do terceiro trimestre?, acrescentou. Segundo Batista, apesar de o governo do Estado de São Paulo já ter concedido autorização para funcionamento da Ripasa em regime especial de consórcio, a operacionalização do modelo depende ainda da aprovação da aquisição da companhia pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). As ações de Ripasa serão negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) até 28 de junho e, no dia seguinte, a companhia será deslistada, uma vez que a base de acionistas já terá migrado para VCP e Suzano Papel, conforme previsto no modelo de incorporação aprovado por minoritários e controladores. A compra da Ripasa foi oficializada por VCP e Suzano Papel em 31 de março de 2005, com valor global de US$ 709,46 milhões (equivalentes em reais), na proporção de 50% para cada sócia. A expectativa das empresas é a de que, a partir da transformação da companhia em consórcio - unidade produtiva operada pelas sócias -, sejam geradas sinergias de R$ 174 milhões por ano. Deste montante, 55% serão obtidos por meio de redução de custos e 45%, de redução de despesas administrativas e comerciais. Para alcançar a sinergia, entretanto, as companhias informaram que seriam necessários investimentos de R$ 72 milhões. O fechamento de capital da Ripasa foi viabilizado por um acordo firmado entre VCP e Suzano Papel e acionistas minoritários da companhia, que questionavam na Justiça o modelo de reestruturação societária proposto. As novas controladoras ofereceram a esses acionistas um prêmio de R$ 1,0538 em dinheiro por papel PN (ações preferenciais) de Ripasa e os minoritários aceitaram, dessa forma, a manutenção da relação de troca por ações de Suzano e VCP proposta anteriormente.

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