Risco Brasil atinge nova mínima histórica, de 184 pontos

Os dados benignos divulgados hoje nos EUA sinalizando que a economia está mais aquecida do que o esperado e o risco Brasil na mínima histórica (184 pontos-base) estão impulsionando os negócios por aqui. O índice Bovespa subiu até 1,56%, recuperando os 43 mil pontos, com alto giro de negócios, projetando para o fechamento R$ 4 bilhões. A alta das ações da Petrobras ajuda a dar sustentação ao Ibovespa. Os juros futuros buscaram novas mínimas logo após a divulgação da inflação ao consumidor de dezembro nos EUA em linha com o previsto (o índice cheio subiu 0,5% e o núcleo 0,2%). A queda ocorreu em todos os contratos. Mas operadores destacam que os depósitos interfinanceiros (DIs) mais curtos contam com um volume mais expressivo, refletindo a corrida na semana que antecede a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Às 12h30, o DI com vencimento em abril de 2007, onde o mercado tem concentrado as posições focadas no Copom, tinha taxa de 12,75% ao ano, com giro de 174 mil contratos. O DI de janeiro de 2008 tinha taxa de 12,37%, a mínima do dia. Sem pressões, o dólar segue em baixa e era negociado no mercado interbancário e na BM&F a R$ 2,131, queda de 0,14%. Os demais dados divulgados nos EUA também mostraram que a atividade mais fortalecida. O número de pedidos de auxílio-desemprego caiu 8 mil na última semana, contrariando expectativa de aumento (16 mil) e o número de construções residenciais iniciadas em dezembro nos EUA subiu 4,5%, também na contramão das estimativas, de retração de 1,4%. "O mercado brasileiro está voltando devagar à realidade", disse um analista.

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