Risco Brasil dispara com cenário externo

A guerra verbal de Evo Morales contra o Brasil e a preocupação com a inflação nos Estados Unidos fizeram o risco país subir 5,41%, para 234 pontos, e prejudicaram os mercados locais. O dólar voltou a subir, desta vez 2%, para R$ 2,143, no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), e 2,05%, para R$ 2,144, no balcão (dólar comercial), enquanto o paralelo avançou 0,70%, para R$ 2,303. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), caiu 1,55%, em mais um dia de realização de lucros, os juros futuros projetaram alta e o A-Bond perdeu 1,20%, vendido com ágio de 6,15%. Além do cenário externo negativo, os juros pagos pelos títulos do Tesouro americano voltaram a subir, prejudicando as Bolsas internacionais. Para completar, a agressividade do Banco Central na compra de dólares justificou o forte ajuste de posições em câmbio futuro por parte de fundos de "hedge" estrangeiros. Ontem, o BC teria comprado US$ 175 milhões. Em apenas 2 dias, o comercial subiu 4,03% na roda da BM&F e 4,08% no balcão. Os dez contratos de dólar futuro negociados projetaram fortes altas. Na Bovespa, o volume financeiro ficou em R$ 2,726 bilhões. A Bolsa paulista chegou à mínima do dia no início da tarde, refletindo a queda das bolsas em Nova York - o Dow Jones caiu 1,04%, a Nasdaq 1,27% e o S&P 500, 1,12%. As principais ações do vencimento de opções, marcado para segunda-feira, fecharam em baixa: Petrobras PN caiu 0,97%, Vale PNA 1,24% e Telemar PN, 2,08%. Entre os papéis que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram de Light ON (1,78%), Perdigão ON (1,75%) e Contax ON (0,79%). As maiores quedas foram de Vivo PN (6,56%), Telesp PN (5,26%) e Arcelor Brasil ON (5,13%). O mercado de juros operou de olho no cenário internacional e as taxas projetaram alta. "Quando o mercado melhora, é a conta-gotas; quando piora, é de uma vez", comentou um operador.

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