Risco brasileiro sobe com alta do juro de título dos EUA

O título da dívida externa brasileira Global40, o mais negociado no mercado internacional, abriu hoje abaixo de 127 centavos de dólar, refletindo a acentuada alta registrada pelo juro dos papéis do Tesouro dos EUA (Treasuries) nesta manhã e a forte queda nas bolsas. De acordo com um especialista, pode estar havendo mudanças nas alocações de portfólio, em conseqüência de aumento na aversão ao risco. O índice VIX da Chicago Board Options Exchange, que utiliza a volatilidade implícita nas opções do índice S&P 500, operava em alta por volta de 10h30, aos 13 pontos, acima da máxima de ontem, a 12,95. Ontem, o índice fechou em alta, a 12,49, de 11,78 no dia anterior. A disparada nos preços das commodities ontem acentuou a preocupação com a inflação no dia seguinte ao comunicado do Federal Reserve (banco central dos EUA), no qual as autoridades indicaram que podem voltar a elevar o juro se necessário. A queda de mais de 1% na maior parte das bolsas européias ampliou o movimento de ajuste iniciado ontem à tarde no mercado da dívida externa. O risco brasileiro fechou em alta de 5 pontos (2,3%), a 222 pontos, acima do fechamento do dia anterior, a 217 pontos. Nesta manhã, o risco país brasileiro chegou a 229 pontos na máxima, com alta de 7 pontos, ou 2,63%. O Global40 abriu a 126,80 centavos de dólar na corretora López León e caiu até 126,35 centavos de dólar na mínima e último negócio registrado até às 10h40 (de Brasília). "É natural que haja um ajuste nos preços da dívida, tendo em vista o desenho de um novo cenário no exterior, com as taxas dos Treasuries em alta, enquanto as bolsas caem, em sintonia com a deterioração das expectativas de inflação nos EUA", diz Luiz Forbes, diretor da mesa de dívida da corretora López León.

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