Risco cai 5,51%, para 240 pontos

Relativa calma no cenário externo ajuda o mercado da dívida dos emergentes; dólar recua de novo O relativo alívio no cenário externo, ante a expectativa de que o Federal Reserve deverá ser menos rigoroso no aperto monetário, beneficiou o mercado da dívida dos países emergentes, em especial o Brasil. O risco País teve expressiva queda de 5,51%, para 240 pontos. Aqui, a briga pela formação da cotação média (ptax) do dólar derrubou o comercial. A moeda americana fechou o mês de junho na menor cotação desde 16 de maio ( R$ 2,135), com queda de 0,41%, para R$ 2,166, na roda da BM&F, e de 0,37%, para R$ 2,165, no balcão. A ptax de venda caiu 1,90%, para R$ 2,1643. Assim, os "vendidos" em dólar futuro, que apostaram na baixa das cotações, foram favorecidos. O paralelo subiu 0,13%, para R$ 2,393. No mercado futuro, os seis vencimentos negociados projetaram queda do dólar. Já o Ibovespa subiu 0,39%, apesar da queda das Bolsas americanas - o Índice Dow Jones recuou 0,36%, a Nasdaq 0,11% e o S&P 500, 0,21%. Alguns indicadores americanos mostraram uma leve desaceleração econômica e uma inflação com reservas de força. Na Bovespa, o movimento financeiro foi de R$ 2,128 bilhões. "A Bolsa continua volátil e deve ficar assim ainda por um bom tempo. Mas sem dúvida houve um alívio depois do comunicado do Fed", comentou um operador. Outros lembraram que a forte queda do risco País também ajudou. Nesta segunda-feira, alguns mercados americanos fecharão mais cedo por causa do feriado do Dia da Independência, na terça-feira. A falta de referência nesses dois dias poderá deixar os investidores ainda mais cautelosos. Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram de Contax PN (5,95%) e Eletropaulo PN (4,79%). A maior queda foi de TIM Par ON (5,81%). O contrato de juro futuro de janeiro de 2008 projetou taxa de 15,10% ao ano, contra 15,24% na véspera.

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