Risco tem forte queda de 5,80%

Num dia mais calmo, os títulos da dívida dos países emergentes se recuperaram ontem, e o risco Brasil teve forte queda de 5,80%, para 260 pontos. A impressão é de que as incertezas vão continuar até os Estados Unidos definirem a sua política monetária, o que pode levar mais 1 ou 2 meses. Mesmo assim, o Ibovespa subiu 0,29%, o dólar fechou em queda de 0,78%, para R$ 2,279, na roda da BM&F, e de 0,74%, para R$ 2,28, no balcão, enquanto o paralelo ficou estável em R$ 2,40. Os juros futuros caíram bem. O principal indicador do dia foi o Índice de Preços ao Consumidor dos EUA, cujo núcleo veio acima das expectativas (ver página B6). Com isso, tem-se como certo que dia 29 o Federal Reserve elevará o juro básico em 0,25 ponto porcentual, para 5,25% ao ano. "O mercado não gosta de incertezas. Agora há quase uma certeza de alta do juro americano. Como o mercado vem antecipando essa expectativa, houve a aceitação da nova realidade", comentou um operador na Bovespa. Na Bolsa paulista, o movimento financeiro ficou em R$ 5,033 bilhões, e R$ 896 milhões corresponderam ao vencimento do Índice Bovespa futuro. Em Wall Street, o Dow Jones subiu 1,03%, a Nasdaq 0,65% e o S&P 500, 0,52%. Entre os papéis que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram de Itaúsa PN (5,41%), Telemig Par PN (4,42%) e Petrobrás PN (4,38%). As maiores quedas foram de Sadia PN (6,27%), Celesc PNB (6,12%) e Banco do Brasil ON (4,47%). O dólar caiu com a recuperação do risco país e com o fluxo comercial positivo. No mercado futuro, com exceção da estabilidade projetada pelo contrato de outubro de 2008, os sete demais vencimentos negociados projetaram queda. "O mercado sabe que a volatilidade vai persistir, e tende a operar no curtíssimo prazo, tentando ajustar posições", disse um operador. As informações são de O Estado de S. Paulo.

Agencia Estado,

15 de junho de 2006 | 10h05

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