Rolagem de derivativos deve deixar dólar volátil

Nesta última semana de maio, os investidores posicionados no mercado de derivativos cambiais devem pressionar a taxa de câmbio à vista nos próximos dias. A defesa de posições na rolagem de contratos futuros a fim de influenciar a definição da taxa Ptax de fim de mês, na próxima sexta-feira, 30, deve trazer volatilidade ao mercado de câmbio. Nesse segmento da BM&FBovespa, são negociados contratos de cupom cambial-DDI e de dólar futuro, que são contratados para proteger os investimentos das variações cambiais.

SILVANA ROCHA, Agencia Estado

26 de maio de 2014 | 15h00

Na semana passada, a exposição dos agentes financeiros em cupom cambial-DDI e dólar futuro encerrou com os investidores estrangeiros, empresas não financeiras de comércio exterior e pessoas físicas comprados nesses contratos, o que representa uma aposta na alta do dólar. Já os bancos e fundos nacionais, em menor montante, carregavam posição vendida líquida nesses contratos, uma vez que aparecem como contraparte nessas operações.

De acordo com dados contidos no site da BM&Fbovespa, na última sexta-feira, 23, os investidores estrangeiros detinham exposição comprada líquida de US$ 26,131 bilhões (522.634 contratos) em derivativos cambiais - valor 8,58% menor do que a exposição em 30 de abril (US$ 28,585 bilhões ou 571.703 contratos em aberto).

O investidor pessoa jurídica não financeira, que são principalmente os players de comércio exterior, também estavam comprados em US$ 2,518 bilhões (50.363 contratos em aberto), enquanto os investidores pessoas físicas estavam comprados líquidos em US$ 175,3 milhões (3.506 contratos em aberto).

De outro lado, os bancos apareciam com posição vendida líquida em derivativos cambiais de US$ 26,104 bilhões (522.094 contratos em aberto), valor 8,05% inferior ao de 30 de abril (US$ 28,389 bilhões).

No caso dos fundos de investimento nacionais, a posição vendida líquida em derivativos cambiais registrada na última sexta-feira somava US$ 2,799 bilhões (55.998 contratos em aberto). Este montante era 36,46% maior que a exposição vendida líquida computada em 30 de abril, de US$ 2,051 bilhões. Especificamente sobre a exposição em dólar futuro, os fundos inverteram suas posições em aberto de vendidos em US$ 982,9 milhões em 30 de abril para comprados em US$ 1,597 bilhão em 23 de maio.

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