Romi estuda fazer oferta diretamente aos acionistas da Hardinge

Ontem, o conselho da Hardinge afirmou que considerou a proposta da Romi "grosseiramente inadequada, oportunista

Agência Estado,

19 de fevereiro de 2010 | 11h41

A Indústrias Romi, fabricante de máquinas e equipamentos, divulgou comunicado hoje comentando a recusa da empresa americana Hardinge à sua oferta hostil de aquisição, feita no dia 4 de fevereiro. Segundo a Romi, a "oferta em dinheiro proporciona liquidez imediata, em valor superior às perspectivas futuras da Hardinge como uma sociedade independente". A empresa brasileira estuda a possibilidade de fazer oferta diretamente aos acionistas da americana.

 

Ontem, o conselho da Hardinge afirmou em comunicado que considerou a proposta da Romi "grosseiramente inadequada, oportunista e fora dos interesses da Hardinge e seus acionistas". A Romi informa no comunicado estar disposta a negociar com o conselho da Hardinge, mas diz que se as conversas não avançarem, a brasileira "não terá outra alternativa" a não ser

levar a oferta diretamente aos acionistas da Hardinge.

 

A oferta em dinheiro da Romi, feita no dia 4 de fevereiro, representa um prêmio de 46% em relação ao preço de fechamento da ação da Hardinge no pregão do dia 3. A Romi fez uma oferta hostil para a aquisição de todas as ações em circulação da Hardinge ao preço de US$ 8,00 por ação, a ser pago em dinheiro. Segundo o comunicado, "a oferta não está sujeita a

nenhuma condição de financiamento e será financiada inteiramente por recursos próprios da Romi."

 

"Nós estamos desapontados que, apesar da resposta positiva por parte dos acionistas da

Hardinge para nossa oferta, o Conselho da Hardinge continua a recusar-se a discutir de

maneira significativa nossa oferta em dinheiro," disse no comunicado o diretor presidente da Romi, Livaldo Aguiar dos Santos. "Baseado na divulgação do resultado da Hardinge do quarto trimestre do exercício de 2009 e perspectivas anunciadas ontem, é difícil entender como a Hardinge tem condições de entregar valor equivalente ou superior para seus acionistas como um

negócio isolado no curto e médio prazos."

 

O HSBC Securities, nos Estados Unidos, está atuando como assessor financeiro da operação e o Shearman & Sterling LLP está atuando como assessor jurídico.

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