Rosneft e Lukoil começam a sentir efeitos de sanções

A estatal Rosneft, a maior companhia de petróleo da Rússia, pediu 1,5 trilhão de rublos (US$ 42 bilhões) em ajuda do governo para resistir às sanções impostas por países do Ocidente, segundo informações do jornal Vedomosti. Ao mesmo tempo, a Lukoil, que é a maior petroleira privada do país, alertou que pode sofrer uma redução nas vendas no exterior por causa da imagem negativa da Rússia internacionalmente.

DANIELLE CHAVES, Estadão Conteúdo

14 de agosto de 2014 | 16h30

O executivo-chefe da Rosneft, Igor Sechin, pediu que o Kremlin autorize um pagamento do Fundo de Bem Estar Nacional - usado para fechar rombos no sistema de pensão - para compra de bônus da estatal, de acordo com o Vedomosti. Uma fonte afirmou ao jornal que o plano dificilmente terá apoio.

A Rosneft, que tem uma dívida líquida de cerca de US$ 44 bilhões, é um dos alvos das sanções introduzidas por países do Ocidente contra a Rússia em resposta à anexação da região da Crimeia pelo país e pelo apoio do governo russo aos separatistas na Ucrânia. Os EUA proibiram que cidadãos norte-americanos forneçam empréstimos de mais de 90 dias à Rosneft. Grandes bancos europeus tomaram a mesma medida.

Enquanto isso, a Lukoil afirmou em seu relatório trimestral que "uma percepção negativa da imagem pública da Federação Russa na maioria dos países onde há operações (...) pode levar a um declínio nas vendas no varejo no curto prazo". A empresa também destacou que "uma piora na situação da Ucrânia pode ter impacto negativo sobre a macroeconomia (...) incluindo volatilidade na taxa de câmbio e degeneração no clima de negócios em geral".

A Lukoil não está incluída nas sanções, mas o alerta mostra que, apesar da recente suavização do discurso do governo russo, as sanções começam a ser sentidas na economia real - até por empresas que não são diretamente afetadas pelas punições. Com informações da Dow Jones Newswires.

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