RS terá fábrica de flandres para competir com CSN

O Rio Grande do Sul terá uma fábrica de folhas de flandres para atender à demanda crescente da indústria alimentícia por embalagens. O negócio, que será resultado de uma associação entre a empresa coreana Shin-Hwa Silup com os empresários brasileiros Victor T. Hur e Darci Giovanella, envolverá um investimento de US$ 80 milhões. Hoje, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é a única produtora de flandres do Brasil, e parte do produto consumido no País vem do exterior.

GABRIELA LARA, Estadão Conteúdo

26 de abril de 2015 | 17h05

O empreendimento foi anunciado na semana passada pelos representantes coreanos e brasileiros, em audiência com o vice-governador, José Paulo Cairoli, na capital gaúcha. A futura empresa, que se chamará Nenzo Industrial S/A, fornecerá aço estanhado utilizado em embalagens próprias para alimentos. A matéria-prima será importada da Coreia do Sul, e o objetivo será produzir 150 mil toneladas de folhas de flandres ao ano.

De acordo com o empresário gaúcho Darci Giovanella, um dos sócios da Nenzo, a decisão pelo Rio Grande do Sul se deu pela localização estratégica no Mercosul. A cidade que receberá a fábrica ainda não foi definida, mas os empresários manifestaram interesse pela região sul do Estado, por causa da proximidade com o porto de Rio Grande. A construção da unidade deve levar em torno de dois anos. Quando estiver operando, a empresa deverá gerar 100 empregos diretos e outros 100 indiretos.

"Este é um importante investimento para o Estado, por ser a segunda fábrica de flandres do Brasil. A decisão está tomada, e agora iremos trabalhar para viabilizar a instalação", destacou o vice-governador.

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