Rússia é ordenada a pagar US$50 bi a acionistas da Yukos

Ordem de compensação é a maior já dada pelo tribunal, mas o valor é apenas metade do que os acionistas buscavam

Agência Estado

28 de julho de 2014 | 11h34

O Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia determinou que a Rússia deve aos ex-acionistas da falida petroleira Yukos mais de US$ 50 bilhões em compensação pelo confisco da companhia pelo governo. A corte descreveu as ações tomadas pela administração do presidente Vladimir Putin como "um desvio e uma expropriação calculada" de ativos para destruir a empresa.

A ordem de compensação é a maior já dada pelo tribunal, mas o valor é apenas metade do que os acionistas buscavam, baseando a queixa em pouco mais de US$ 100 bilhões. O painel de três árbitros - dois membros nomeados por cada lado do caso e um terceiro nomeado pela própria corte - baseou a compensação em quanto a empresa valia em 2003, quando o governo russo começou a tomar medidas para assumir o controle dela.

A Yukos, que era a maior petroleira da Rússia, foi pressionada por dezenas de bilhões de dólares em queixas fiscais a partir de 2004 e seus principais ativos foram vendidos para estatais russas.

Embora o governo afirme que o caso era meramente ligado a evasão fiscal, a pressão sobre a Yukos é amplamente vista como um esforço do Kremlin contra Mikhail Khodorkovsky, o politicamente ambicioso executivo-chefe da empresa e principal acionista, que ficou mais de 10 anos na prisão por fraude e evasão fiscal - acusações criticadas por supostamente terem motivação política. Fonte: Dow Jones Newswires.

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