Rússia pode investir mais em dívida do Brics

A Rússia está considerando diversificar sua carteira de dívida, evitando papéis de países que tenham imposto sanções a Moscou e migrando para bônus de parceiros do grupo de emergentes apelidado como Brics, afirmou hoje o ministro de Finanças russo, Anton Siluanov.

Estadão Conteúdo

20 de setembro de 2014 | 10h24

Nos últimos meses, a União Europeia e os EUA, além da Austrália, do Canadá, do Japão e do Reino Unido, impuseram uma série de sanções à Rússia pela anexação da região ucraniana da Crimeia, em março, e por supostamente apoiar separatistas no leste da Ucrânia. As punições pressionaram as finanças russas, levando o Kremlin a tentar estreitar laços com países emergentes.

Siluanov, que fez o comentário às margens de um fórum de investimento anual, na cidade balneária de Sochi, disse que a ideia é diversificar a cesta de investimentos de Moscou e buscar alternativas que garantam investimento maior e pouco risco. Segundo o ministro, o governo russo vai estudar a possibilidade de comprar bônus emitidos por Brasil, Índia, China e África do Sul, que, juntos com a Rússia, formam o grupo conhecido como Brics.

"(Gostaríamos) de deixar de investir em papéis de países que impõem sanções contra nós", disse Siluanov, acrescentando que a mudança ocorreria gradualmente. Ele não especificou quando poderão ser feitas as primeiras compras de dívidas do Brics.

De acordo com Siluanov, o propósito de Moscou não é punir o Ocidente, uma vez que sua participação nos investimentos russos é tão pequena que os países ocidentais não sofreriam grande impacto.

Ao ser perguntado se a diversificação significa que a Rússia está se preparando para o isolamento financeiro no longo prazo, Siluanov disse esperar que as sanções em vigor sejam levantadas em breve, mas afirmou que seu ministério precisa estar pronto para outros cenários. Fonte: Dow Jones Newswires.

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