Sabesp e siderúrgicas sobem e lideram Ibovespa

Siderúrgicas também avançam com CSN ON (+0,71%), Gerdau PN (+0,65%) e Usiminas PNA (+1,95%)

Beth Moreira, da Agência Estado,

29 de março de 2010 | 12h20

A bolsa opera no positivo desde a abertura dos negócios desta segunda-feira, em linha com a alta dos mercados de Wall Street. Às 12h04, o Ibovespa registrava alta de 1,07%, aos 69.420 pontos, com volume de R$ 1,76 bilhão e projeção de R$ 6,13 bilhões para o fechamento. No mesmo horário, o S&P 500 subia 0,52% e Dow Jones avançava 0,41% em Nova York.

 

Um conjunto de notícias macroeconômicas positivas divulgadas na Europa, assim como a expectativa de melhora do índice de emprego nos Estados Unidos contribuem para o movimento de alta hoje, segundo o economista da Gradual Investimentos, André Perfeito. "A expectativa é de que a semana seja positiva", afirma o profissional.

 

As ações da Vale contribuem para sustentar o Ibovespa no campo positivo, com as preferenciais avançando 0,35% e ordinárias com alta de 0,81%. Segundo operadores, a performance ainda se deve à expectativa de novos reajustes no preço do minério de ferro, em negociação com as siderúrgicas.

 

As siderúrgicas também avançam com CSN ON (+0,71%), Gerdau PN (+0,65%) e Usiminas PNA (+1,95%). O aquecimento da economia local reduz os temores de que o setor não conseguirá repassar o reajuste das matérias-primas, como o minério de ferro, segundo operadores.

 

Entre as maiores altas do Ibovespa, o destaque é Sabesp. As ações ordinárias da estatal paulista de saneamento subiam 4,05% há instantes liderando as maiores altas do índice. O movimento positivo é uma reação à divulgação do balanço de 2009 e do quarto trimestre, na sexta-feira à noite. A empresa registrou lucro líquido de R$ 457,3 milhões no quarto trimestre de 2009, com evolução de 303% sobre o mesmo período do exercício anterior.

 

A mineira Copasa, que também divulgou balanço na sexta-feira, avançava 3,52%. A empresa registrou lucro líquido consolidado de R$ 525,3 milhões em 2009, mostrando evolução de 91,6% sobre o exercício anterior. A receita líquida cresceu 17% e totalizou R$ 3,262 bilhões.

 

O aumento do preço do petróleo, que há pouco avançava acima de 2,50% na Nymex, sustenta Petrobras em leve alta, mas os papéis continuam pressionados pela dúvida dos investidores em relação à capitalização da empresa. Há pouco, os papéis PN da estatal subiam 0,70%, enquanto os ON registravam ganho de 0,28.

 

Na semana passada o gerente de relações com investidores da Petrobras, Alexandre Quintão, admitiu a possibilidade de que a empresa venha a fazer uma chamada de capital apenas entre acionistas preferenciais caso a capitalização, com a previsão de cessão onerosa de cinco bilhões de barris de petróleo da União, não seja aprovada pelo Senado até o final do primeiro semestre.

 

No setor de comércio e serviços, as ações do Pão de Açúcar, B2W e Americanas reagiam de maneira diferente à notícia de que a rede Insinuante, com sede na Bahia e líder no Nordeste, se unirá à mineira Ricardo Eletro. A rede de Abílio Diniz recuava 0,65%, enquanto B2W avançava 0,05% e Americanas subia 1,09%.

 

Conforme notícia divulgada pelo jornal O Estado de S.Paulo, Insinuante e Ricardo Eletro vão criar a segunda maior empresa de eletroeletrônicos e móveis do País, com faturamento estimado em mais de R$ 4 bilhões. O novo grupo ultrapassa o Magazine Luiza e fica atrás apenas da gigante formada pela união de Pão de Açúcar e Casas Bahia.

 

No dia da divulgação da segunda fase do programa de aceleração do crescimento (PAC 2) e do Minha Casa Minha Vida, empresas do setor de construção eram destaque de baixa do Ibovespa, com MRV caindo 1,50%, PDG recuando 0,98% e Cyrela com baixa de 1,14%. Também registrava queda as ações da Gafisa (-0,79%).

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