Sadia e Perdigão oscilam pouco após recusa da oferta

As ações preferenciais da Sadia e as ordinárias da Perdigão, as com maior liquidez das duas companhias, oscilam pouco nesta manhã, mesmo após a notícia de que os principais acionistas da Perdigão rejeitaram a proposta de compra feita pela concorrente. A notícia foi divulgada ontem, depois do fechamento dos mercados. Às 10h59, as preferenciais da Sadia perdiam 1,01%, a R$ 5,90, na mínima cotação do dia até aquele momento. Os papéis da Perdigão recuavam 2,21%, a R$ 26,50, também na mínima do dia. Mesmo com a queda, no acumulado do mês, Sadia tem ganho de 2,96% e Perdigão de 23,72%. Segundo a editora-assistente do serviço AE Empresas e Setores, da Agência Estado, Ana Paula Ragazzi, a perspectiva é que a Sadia continue tentando viabilizar a operação. Ontem, a empresa avaliou que o argumento jurídico citado pela Perdigão para rejeitar a proposta, de que a oferta fere o estatuto social da empresa, era "equivocado". A proposta da Sadia prevê a compra de pelo menos 50% mais uma ação da Perdigão. Pelo artigo 37 do estatuto, o investidor que passar a deter mais de 20% da Perdigão fica obrigado a realizar uma oferta pública para comprar o restante do capital. Mas a Perdigão interpreta que isso só vale se o comprador já for acionista da empresa e não se aplicaria, portanto, a um investidor que vier de fora. A operação está em análise pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). No mercado, há especulação de que a Sadia possa elevar a proposta financeira da oferta, caso o empecilho seja apenas o preço das ações. Segundo operadores, depois da proposta de compra das ações por R$ 27,88, o mercado passou a acreditar que os papéis da Perdigão estavam subavaliados. Nessa ótica, mesmo que a compra não se concretize, o preço das ações não deve devolver os ganhos acumulados.

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