Santander Banespa lucra R$ 417 milhões e nega venda

O lucro consolidado do grupo Santander Banespa no terceiro trimestre do ano atingiu R$ 417 milhões, com queda de 1,88% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado envolve os quatro bancos do grupo no Brasil: Banespa, Meridional, Santander Brasil e Santander SA. Embora tenha ocorrido uma pequena redução, a base de comparação não é das melhores porque o resultado do ano passado contou com receitas extraordinárias da venda da participação do grupo na companhia AES Tietê.Em setembro deste ano, o conglomerado realizou uma reorganização societária e o Meridional incorporou as outras três instituições. Ao mesmo tempo, o Meridional trocou a razão social para Santander Banespa.No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o lucro consolidado do grupo ficou em R$ 890 milhões, com queda de 38% em relação ao ganho de R$ 1,436 bilhão no mesmo período de 2005, quando o resultado foi inflado por um lucro extraordinário de R$ 635 milhões referente à venda da AES Tietê. Sem esse impacto extraordinário, o resultado acumulado até setembro deste ano teria subido 11% em relação ao ano passado. Segundo o vice-presidente executivo de Marketing e Negócios do Santander Banespa, José Paiva Ferreira, o lucro do banco no terceiro trimestre mostra um crescimento forte dos negócios, porém há o impacto negativo do aumento das provisões para crédito. A carteira de crédito da instituição alcançou saldo de R$ 32,480 bilhões no final de setembro, com crescimento de 24% em relação a igual intervalo de 2005. O executivo afirmou que o destaque ficou com as operações de pessoa física, que avançaram 30% em 12 meses. "Dentro desse portfólio, o segmento que mais cresceu foi o de financiamento ao consumo", disse. A carteira de pessoa jurídica registrou expansão de 20%. De acordo com Paiva Ferreira, o índice de inadimplência do banco começou a registrar pequena recuperação no terceiro trimestre do ano, fechando o período em 5,2%. Tal porcentual representa as operações vencidas há mais de 60 dias sobre a carteira total de empréstimos. "As pessoas se endividaram no começo do ano e, com o susto, passaram a administrar melhor as contas. Agora começam a pagar as dívidas atrasadas", explicou.VendaO executivo negou qualquer negociação para a venda de ativos no Brasil. "É um boato incorreto, que não procede", afirmou. Segundo rumores de mercado, o Santander espanhol teria procurado os maiores bancos privados brasileiros para oferecer os negócios do grupo no País em troca de uma participação acionária nessas instituições. Seria o mesmo modelo adotado pelo Bank of America ao vender o BankBoston para o Itaú. "O grupo Santander sempre foi comprador, nunca vendeu nada no País, com exceção de ativos fora do negócio bancário, como a AES Tietê", disse Paiva Ferreira.

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