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Santander e FIP compram units e viabilizam oferta da Renova

Foi a segunda tentativa de abertura de capital da companhia, que atua em geração de energia por fontes renováveis

Vinícius Pinheiro, da Agência Estado,

13 de julho de 2010 | 09h56

A oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Renova Energia conseguiu ser viabilizada graças à compra de papéis pelo Santander - banco que coordenou a operação - e pelo FIP Ambiental - fundo de participações gerido pelo banco espanhol e administrado pela Caixa Econômica Federal, conforme apurou a Agência Estado.

Foi a segunda tentativa de abertura de capital da companhia, que atua em geração de energia por fontes renováveis. Em março deste ano, a Renova suspendeu a operação no dia da definição do preço, alegando razões estratégicas e condições de mercado. Segundo fontes, a operação não foi adiante por falta de demanda.

Nesta nova tentativa de captar recursos no mercado, a Renova reduziu a quantidade e o preço pedido pelas units. E, para evitar um novo revés, obteve do Santander e do FIP Ambiental o compromisso de adquirir até R$ 145 milhões em papéis na oferta. O valor representa 84% dos R$ 172,5 milhões que a operação pode movimentar - até o momento só R$ 150 milhões estão garantidos.

Condições atendidas

A entrada dos investidores comprando papéis na oferta só aconteceria caso fossem cumpridas algumas condições, entre elas a de que o preço máximo por ação ficasse em R$ 15 e a demanda pelos papéis não superasse a oferta em um terço. Ambos os critérios foram atendidos, já que o preço das units - certificados que representam uma ação ordinária (ON) e duas preferenciais (PN) - da Renova acabou sendo definido em R$ 15 e os pedidos de reserva das chamadas pessoas vinculadas foram atendidos, um sinal de que o excesso de demanda pelos papéis ficou abaixo de um terço.

Outra condição estipulada pelo Santander para comprar papéis na oferta da Renova era a de que a participação da instituição no capital da companhia após a operação permanecesse abaixo de 10% do total. A Agência Estado apurou que essa condição também foi cumprida. O resultado final da operação, com a quantidade de papéis adquirida por tipo de investidor, será conhecido apenas após a publicação do anúncio de encerramento da oferta, o que deve acontecer até o dia 17 de agosto.

De acordo com fontes de mercado, não houve apresentações para investidores (road show) no País, um sinal de que os bancos estavam cientes da falta de apetite do mercado e transformaram o IPO em uma operação praticamente privada. Como a operação saiu bem abaixo da expectativa inicial, a expectativa do mercado é de que a empresa em breve volte ao mercado para captar mais recursos.

A Renova foi a maior vendedora do primeiro leilão de energia eólica, realizado pelo governo em dezembro de 2009, ao negociar a oferta de 14 usinas, totalizando 270 MW de capacidade instalada, mas hoje opera apenas três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), que somam 41,8 MW de potência instalada e estão localizadas na Bahia. A empresa possui ainda um portfólio de 77 parques eólicos com uma capacidade instalada potencial de 2.205,7 MW.

A estreia das units da Renova no pregão da BM&FBovespa acontece amanhã, com o código "RNEW11", mas por conta da compra da maior parte dos papéis pelo banco espanhol e pelo fundo, a liquidez das units será bem reduzida. Além do Santander, o IPO da empresa foi coordenado pelo BofA Merrill Lynch.

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