Santos Brasil tem como meta duplicar produtividade em 10 anos

O presidente do conselho da Santos Brasil, Richard Klien, disse hoje que a meta da empresa para os próximos dez anos é duplicar a produtividade e triplicar a movimentação de contêineres no Tecon 1, operado pela companhia no Porto de Santos.Em discurso durante a estréia das ações da companhia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o executivo informou que, desde que iniciou a operação do terminal, há nove anos, a Santos Brasil elevou a produtividade de 11 para 45 contêineres por hora, aumentando a movimentação de 300 mil TEUs para 1 milhão de TEUs em 2005. Segundo o executivo, a empresa investiu R$ 400 milhões nesse período, principalmente em obras de repavimentação, sistemas de informação e compra de novos equipamentos.De acordo com Klien, além de crescer com a movimentação de contêineres destinados à exportação ou que chegam ao País com produtos importados, a empresa também quer elevar sua participação no sistema de cabotagem (linhas marítimas operadas dentro do Brasil). Segundo o executivo, em 2005 esse mercado movimentou 600 mil contêineres. Ele disse que o preço médio de embarque e desembarque do contêiner gira em torno de US$ 220. "A nossa meta depende do aumento do nível de comércio internacional e também da penetração de cargas em contêineres", afirmou.O presidente da Santos Brasil, Wady Jasmin, disse hoje que parte dos recursos obtidos com a oferta pública de ações da empresa será destinada a novos investimentos no terminal de contêineres (Tecon 1), que a companhia opera no Porto de Santos. O executivo preferiu, no entanto, não revelar qual a programação dos aportes.Conforme informações do prospecto da operação, parte dos recursos será utilizada para pagar dívidas, prioritariamente as representadas por Cédulas de Crédito Bancário, no valor de R$ 322 milhões, além de reforçar o caixa.Questionado se a contestação na Justiça do aditivo ao contrato de arrendamento do Tecon 1, firmado com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), poderia atrapalhar os planos de investimento e crescimento da Santos Brasil no médio e longo prazo, o executivo preferiu não fazer comentários. "A Justiça é que vai decidir qual o melhor caminho para o crescimento do Porto de Santos."

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