Se acordo não sair, Petrobras deixa a Bolívia, diz Garcia

O presidente do PT e coordenador da campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, afirmou que a Petrobras deixará a Bolívia se não houver um bom entendimento a respeito das condições em que a estatal poderá operar no país. Ele disse esperar que até o fim desta semana haja um acordo genérico que permita a elaboração de um memorando de entendimento, fixando o prazo de algumas semanas para a assinatura dos novos contratos.?Quero deixar claro que nós queremos renovar os contratos, queremos o acordo e um bom entendimento. Se esse entendimento não for possível, a Petrobras sai da Bolívia e, evidentemente, nós seremos ressarcidos pela via da negociação ou da Justiça?, afirmou. ?Espero que essa alternativa não se coloque e venha prevalecer um bom entendimento?, acrescentou Garcia, em entrevista à imprensa no comitê de campanha de Lula.De acordo com o decreto do governo boliviano que nacionalizou o setor de petróleo e gás, o prazo para que as empresas estrangeiras aceitem os novos termos para permanecer no país termina amanhã. Fontes próximas ao ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disseram que o ministro aguarda o resultado das negociações entre técnicos brasileiros e bolivianos - em curso desde o início da semana em La Paz - para definir sua ida ao país vizinho, com o objetivo de assinar um acordo.?As negociações estão acontecendo em um nível técnico. Ainda temos três dias para concluí-las?, disse um interlocutor do ministro. A expectativa do governo é de que, caso não seja possível concluir todos os itens da negociação até este sábado, um acordo parcial pode ser fechado no fim de semana.?Essa é uma possibilidade normal em uma negociação como essa?, disse a fonte. Caso isso ocorra, os detalhes que continuarem sem consenso seriam negociados posteriormente. Rondeau tem evitado falar sobre o assunto. Ontem, ele viajou para o Maranhão para vistoriar obras do programa Luz para Todos no interior do Estado.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2006 | 09h21

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