Seis setores para investir em ações em outubro

As dicas de investimento para outubro, da corretora SLW, são aplicar 30% dos recursos em ações e 70% em renda prefixada, tendo em vista a probabilidade de que a taxa de juros básica (Selic) continue caindo. A orientação da corretora leva em conta a atual indefinição dos cenários interno e externo. O diretor comercial da SLW, Robson Domingues de Queiroz, explica que a Bolsa de Valores de São Paulo continua muito "sensível" em relação ao cenário mundial, por isso apresenta índices reprimidos. "O momento oferece boas oportunidades de investimento, entretanto, exige muita cautela por parte dos investidores." A analista de mercado Kelly Trentin, também da corretora SLW, acredita que a Bovespa deva ganhar força em outubro, mas o quadro internacional não deixa de influenciar os negócios no Brasil. A indefinição quanto ao desempenho da economia norte-americana ainda deixa nuvens de incerteza. ?As medidas de política monetária levam cerca de dois trimestres para surtirem efeito sobre os índices de inflação e atividade. Enquanto não se tem uma noção clara desse desempenho, prevalece a percepção de que os índices de preços deverão cair no curto e médio prazo permitindo a queda da taxa de juros básica norte-americana", diz. Para outubro, a corretora SLW recomenda ações de seis setores. Alimentos: após um primeiro semestre fraco, a demanda global por carnes brasileiras volta a se aquecer acompanhada pela alta nos preços dos frangos. Acredita-se na recuperação do desempenho das ações do setor no curto prazo. Incorporação de Imóveis: tendência de queda nas taxas de juros, medidas de incentivo ao crédito imobiliário, elevando o número de negócios com os bancos e medidas de ampliação da disponibilidade de crédito para a oferta de imóveis favorecem o desempenho do setor. Energia Elétrica: mesmo com os preços de referência do leilão abaixo do esperado, a decisão do BNDES em reduzir o custo dos financiamentos para o setor proporciona melhores condições para que o leilão seja bem-sucedido. Açúcar e Álcool: mesmo com o início da safra européia, os produtores europeus reduzirão as suas quotas de exportação em razão do forte subsídio existente para a produção do açúcar na região. Boas perspectivas quanto ao aumento da mistura de álcool na gasolina para 25% a partir de 1ª de novembro. Petróleo: após quase dois meses de queda livre, o preço do petróleo mostrou maior recuperação após atingir a faixa de US$ 60 o barril. Perspectivas quanto à redução da oferta de petróleo por parte da Opep poderão sustentar esta tendência de recuperação do preço da commodity no curto prazo. Telecomunicações: em termos de desempenho operacional, as companhias do setor no Brasil convivem com o mesmo cenário anterior. No segmento de telefonia fixa, há forte geração de caixa e no segmento de telefonia móvel. Por mais que os resultados tenham apresentado melhora no segundo trimestre deste ano, as margens ainda são comprimidas pela alta concorrência e base de celulares pré-pagos que consome as margens da companhia.

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