Sem indicadores nos EUA, dólar opera estável

A agenda dos Estados Unidos não traz indicadores, apenas discursos de dirigentes do Fed 

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

20 de setembro de 2013 | 09h49

O dólar abriu em alta nesta sexta-feira, na mesma toada vista em relação a outras moedas ligadas a commodities. Durante a manhã, porém, a moeda diminuiu a alta, operando em queda em certos momentos. Num dia sem indicadores nos Estados Unidos, a moeda americana deve oscilar em busca de um patamar de equilíbrio, após a forte queda de quarta-feira, quase 3%, para abaixo de R$ 2,20. A agenda dos Estados Unidos não traz indicadores, apenas discursos de dirigentes do Fed. Há pouco, o presidente do Fed de Saint Louis, James Bullard, disse que "uma pequena redução" no programa de compra de bônus pelo Fed é possível em outubro.

Às 11h10, o dólar estava estável, cotado a R$ 2,202. A máxima foi de R$ 2,2170 e a mínima, de R$ 2,1950.

Passados os momentos de euforia e ressaca com a decisão do Federal Reserve de não começar a retirar os estímulos monetários, os mercados operam sem vigor nesta sexta-feira, com bolsas indo para os dois lados e dólar um pouco mais forte ante o euro e as moedas emergentes e ligadas a commodities.

"Depois da paulada de quarta-feira, creio que o investidor vai hesitar montar posição hoje", comentou um operador de banco. E dentro da programação de leilões, o BC realiza dois leilões de linha, de até US$ 1 bilhão.

Na quarta-feira, após a surpresa com o Fed, o dólar fechou em queda de 3% ante o real. Ontem, o dólar à vista fechou em alta de 0,46%, a R$ 2,2020, mas no mês acumula queda de 7,60%. No ano, a alta é de 7,68%. No mercado futuro, o dólar para outubro subiu 0,66%, para R$ 2,2070.

Ainda na lista de discursos de dirigentes do Fed, Bullard volta a falar às 13h55; Narayana Kocherlakota, presidente do Fed de Mineapolis às 12h45; Esther George, de Kansas City às 13h30. O diretor do Fed Daniel Tarullo participa de conferência às 13h40. Na Europa, sai a leitura preliminar de setembro da confiança na zona do euro (11h).

No Brasil, o destaque é o IPCA-15 de setembro, às 9 horas. A expectativa é de uma taxa de 0,23% a 0,35% (mediana de 0,28%). Também hoje, às 14 horas, serão divulgados os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao mês de agosto, que deve apontar para geração de 50 mil a 135 mil vagas (mediana de 94 mil), sem ajuste Sazonal.

O Banco Central realizou dois leilões de venda de dólares conjugados com leilões de recompra da moeda estrangeira, os chamados leilões de linha. Conforme está previsto no pacote anunciado em 22 de agosto, foram ofertados US$ 1 bilhão divididos em duas operações, a critério do BC. A instituição não informa quanto foi emprestado ao mercado. Essa informação só será conhecida na quarta-feira seguinte à liquidação da venda, junto com a divulgação dos números do fluxo cambial.

Estes leilões de hoje fazem parte de uma ação programada do BC que, em princípio, se estenderá até o final deste ano. Até lá, a autoridade monetária pretende colocar no mercado o equivalente a US$ 100 bilhões - até o momento, cerca de metade desse montante já foi disponibilizado.

Na Europa, o clima é de cautela a menos de 48 horas das eleições gerais na Alemanha, a principal economia da zona do euro, e diante da chance de que o governo de Angela Merkel saia da votação com uma vitória apertada e menor governabilidade.

Na Índia, em busca de fortalecer a rupia, o novo presidente do Banco Central, Raghuram Rajan, em sua primeira reunião de política monetária à frente da instituição, elevou hoje a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, para 7,50%, e reduziu a taxa de liquidez adicional (MSF) em 0,75 ponto porcentual, para 9,50%. No entanto, a rupia indiana operava em queda ante o dólar hoje.

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