Paulo Vitor/Estadão
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Sem intervenção do Banco Central, dólar cai e fecha em R$ 3,54

Movimento do mercado desta quarta-feira foi de correções e ajustes; Bolsa teve alta, puxada por ações de bancos e Petrobrás

Fabrício de Castro e Paula Dias, O Estado de S. Paulo

04 de maio de 2016 | 13h52

SÃO PAULO - O mercado de câmbio brasileiro passou por uma sessão de ajustes e o dólar à vista fechou cotado a R$ 3,5445, em baixa de 0,58%, após ter subido 3,71% nos dois dias anteriores. No mercado de ações, o dia também foi de correções. Depois de ter caído por quatro sessões consecutivas, o Índice Bovespa teve alta de 0,56%, aos 52.552,79 pontos.

No câmbio, o movimento foi atribuído a uma realização de lucros. Investidores venderam a moeda americana e embolsaram parte dos ganhos recentes. O recuo da divisa foi favorecido ainda pelo fato de o Banco Central não ter promovido leilão de swap cambial reverso, cujo efeito é semelhante ao de uma compra de moeda no mercado futuro.

No início do dia, o dólar chegou a oscilar pontualmente no território positivo. O avanço da divisa no exterior dava algum suporte e a cotação à vista chegou a marcar a máxima de R$ 3,5721 (+0,20%) às 9h22. Na sequência, porém, a moeda passou a registrar perdas, com alguns investidores embolsando ganhos (vendendo dólares) em meio à ausência do Banco Central dos negócios. Isso ocorreu a despeito de, no exterior, o dólar estar em alta ante várias divisas de emergentes e exportadores de commodities.

A valorização no mercado de ações aconteceu a despeito das baixas generalizadas no mercado externo, que voltou a demonstrar preocupação com o ritmo da economia global. Além da queda de 2,4% no preço do minério de ferro e da volatilidade das cotações do petróleo, os investidores internacionais repercutiram resultados corporativos negativos e dados de emprego abaixo do esperado no setor privado dos Estados Unidos em abril.

A alta da Bolsa foi atribuída principalmente a uma recuperação técnica, que ficou mais nítida na análise do desempenho das ações do setor financeiro. Depois de fortes quedas desde a semana passada, hoje as ações do setor reagiram. Puxados por Bradesco PN (+4,27%), também subiram Itaú Unibanco PN (+2,46%), Banco do Brasil ON (+2,15%) e Santander Unit (+2,39%).

Mesmo com a volatilidade do petróleo, as ações da Petrobrás se mantiveram em alta significativa. Pesou positivamente a notícia de que a estatal concluiu duas operações de venda de ativos, na Argentina e no Chile, no valor de US$ 1,4 bilhão. Ao final do pregão, Petrobrás ON e PN tiveram altas de 1,09% e 1,43%, respectivamente.

Já os papéis da Vale lideraram as quedas do Ibovespa. Com perdas de 6,75% (ON) e 5,34% (PNA), as ações responderam à baixa do minério de ferro e à notícia de que o Ministério Público Federal cobra R$ 155 bilhões da Samarco e suas sócias (Vale e BHP) como ressarcimento pelo acidente ambiental de Mariana.

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