Sem leilão do Banco Central, dólar à vista fecha abaixo de R$ 1,82

Na falta do leilão do BC, moeda foi pressionada pelo aumento da oferta

Silvana Rocha, da Agência Estado,

21 de março de 2012 | 17h26

O dólar à vista encerrou em queda, de 0,11%, e abaixo de R$ 1,82, cotado hoje a R$ 1,8190 no balcão, após subir 1,05% nas duas sessões anteriores. Na BM&F, o dólar spot encerrou na mínima, com baixa de 0,05%, a R$ 1,8207. A queda de preço ocorreu em meio a um fluxo cambial aparentemente equilibrado e um giro financeiro maior que o dos dois dias anteriores. A pressão de baixa resultou de um aumento de oferta de moeda no fim da sessão, uma vez que os agentes financeiros esperavam um leilão de compra do Banco Central à tarde, o que não se confirmou. Sendo assim, eles foram a mercado vender a moeda, pressionando a baixa dos preços, na contramão da leve valorização do dólar no exterior.

Apesar do leve recuo hoje, os agentes de câmbio avaliam que a moeda tende a oscilar ao redor de R$ 1,81, ora pouco acima ora abaixo. Isso porque continua pesando nas decisões de negócios a trajetória para o câmbio pretendida e defendida pela equipe econômica. A incerteza em relação às novas medidas sustenta certa cautela.

Os dados sobre fluxo cambial no mês até o dia 16 não mexeram com a formação de preço do dólar. Mas mostraram que houve ingressos de US$ 514 milhões no País entre os dias 12 e 16 últimos, elevando o saldo positivo acumulado em março para US$ 5,622 bilhões - dos quais US$ 561 milhões ingressaram pelo segmento financeiro e US$ 5,061 bilhões, pela via comercial. Na semana passada, a conta comercial registrou a entrada líquida de US$ 1,452 bilhão e o fluxo financeiro registrou saída líquida de US$ 938 milhões. Nessa cifra, são somadas transferências de dólares para compra e venda de ações e títulos de renda fixa, empréstimos, remessas de lucros e investimentos produtivos, entre outras transações.

No exterior, o presidente do Federal Reserve (Fed) disse em uma audiência no Congresso que o Fed não tem planos de adotar um papel ativo nos mercados de dívida soberana além das reservas internacionais que tradicionalmente possui. Isso ajudou a amparar o dólar, que sobe levemente no mercado de moedas. Em Nova York, ás 17h11, o euro estava em US$ 1,3210, de US$ 1,3296 ontem.

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