Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Dólar fecha em R$ 4,05, menor valor em um mês; Bolsa sobe 1,70%

Dólar operou em baixa nesta sexta e na mínima foi a R$ 4,02; Bolsa fecha no maior patamar desde o dia 7 de agosto

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21 Setembro 2018 | 13h09
Atualizado 21 Setembro 2018 | 17h50

A Bolsa de Valores de São Paulo operou em forte alta nesta sexta-feira, 21 e chegou a ultrapassar o patamar de 80 mil pontos, na máxima do dia, em alta de 2,41%. Ao longo do pregão, desacelerou os ganhos e encerrou o dia com valorização de 1,70%, aos 79.444,29 pontos. Já o dólar, por sua vez, fechou queda de 0,58%, cotado a R$ 4,05. Na mínima do dia, a moeda americana chegou a R$ 4,02.

Siderúrgicas e a Vale foram os destaques do dia na Bolsa. As ações da Usiminas fecharam em forte alta de 5,34% e da CSN subiram 3,06%. Já os papéis da Vale subiram 2,82%. Acompanhando o avanço dos preços do petróleo, as ações preferenciais da Petrobrás avançaram 1,16%.

Mercado monitora Bolsonaro

O mercado reagiu com bom humor nesta semana motivado pelo avanço do candidato Jair Bolsonaro, escolhido pelo mercado por ter um perfil reformista, nas pesquisas de intenção de voto divulgadas no período. 

Um vídeo postado no Twitter pelo candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, é apontado como fator que impulsiona as compras de ações. Nele, Bolsonaro agradece o apoio que tem recebido e diz que deve ter alta até o final do mês.

"Nunca me senti tão bem em toda a minha vida. Meu muito obrigado a todos vocês. Até o final do mês, se Deus quiser, estarei de alta, onde então, juntos, enfrentaremos o 7 de outubro, novo marco no rumo do nosso Brasil", afirma Bolsonaro no vídeo.

Mesmo assim, o mercado ainda monitora o caso de discórdia exposto no núcleo econômico da campanha do candidato do PSL. O economista Paulo Guedes propôs a criação de um imposto nos moldes da antiga CPMF, prontamente rechaçada por Bolsonaro e seu vice, general Hamilton Mourão. O episódio levantou dúvida sobre o "casamento" entre o presidenciável e seu anunciado líder econômico.

Também na manhã desta sexta-feira, aliados do candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, divulgaram um manifesto assinado pelos intelectuais tucanos Eliana Cardoso e Bolivar Lamournier em favor do ex-governador de São Paulo, após do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançar um apelo para conter a "marcha da insensatez".

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