S&P: China vai desacelerar de forma sustentável

O crescimento econômico na China vai desacelerar para um nível mais sustentável e as economias da Ásia e do Pacífico caminham para um crescimento de melhor qualidade, avaliou a agência de classificação de risco Standard & Poor''s, em relatório divulgado nesta quinta-feira.

LEDA SAMARA, Estadão Conteúdo

27 de novembro de 2014 | 06h25

Segundo a S&P, as economias da região estão perdendo fôlego com a chegada do final do ano, mas nem tudo está perdido, pois os próximos dois anos deverão ser positivos, tendo em vista a qualidade e a composição do crescimento.

"Esperamos ver menos dependência da demanda doméstica e do crédito, e ver uma mudança bem-vinda em direção a uma maior contribuição da demanda externa uma vez que a retomada nos EUA se consolide", disse o economista-chefe da S&P na Ásia e Pacífico, Paul Gruenwald.

"Uma demanda externa mais forte vai reduzir a pressão para que a demanda doméstica seja responsável pelo crescimento e emprego. Isso deve enfraquecer a ligação entre o PIB e a oferta de crédito - que se fortaleceu após a crise financeira - e, assim, começar a melhorar os indicadores de crédito das economias", afirmou Gruenwald.

Mas, embora a percepção sobre a qualidade do crescimento seja mais otimista, a S&P continua avaliando o balanço de riscos na região com tendência negativa. O principal risco continua sendo o mercado imobiliário da China. Na avaliação da agência, o ajuste no país foi mais extenso e nítido do que o mercado antecipava, mas, devido a falta de dados, não está claro quantos ajustes ainda são necessários.

A agência cortou 0,1 ponto porcentual da sua projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) dos países da Ásia e do Pacífico para 2015 e 2016, principalmente em reflexo da percepção de que a economia da China vai desacelerar para um trajeto mais sustentável de crescimento.

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