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S&P leva Ibovespa ao menor nível desde outubro de 2011

Petrobrás e Eletrobrás, que também sofreram revisão em baixa da agência, caíram fortemente e ajudaram a puxar o índice para baixo, embora a queda tenha sido generalizada

Claudia Violante, da Agência Estado,

07 de junho de 2013 | 17h53

O rebaixamento da perspectiva do rating do Brasil pela Standard & Poor''s azedou o humor dos investidores e fez a Bovespa cair para seu menor nível desde outubro desde 2011. De nada adiantou as bolsas internacionais terem fechado com alta consistente. Petrobrás e Eletrobrás, que também sofreram revisão em baixa da S&P, caíram fortemente e ajudaram a puxar o Ibovespa para baixo, embora a queda tenha sido generalizada por todo o índice.

A Bolsa terminou o dia em baixa de 2,39%, aos 51.618,63 pontos, menor nível desde 7 de outubro de 2011 (51.243,62 pontos). Na mínima, registrou 51.428 pontos (-2,76%) e, na máxima, 52.877 pontos (-0,02%). No mês e na semana, o índice acumula perda de 3,53% e, no ano, de 15,31%. O giro financeiro totalizou R$ 7,994 bilhões. Os dados são preliminares.

A S&P mudou de estável para negativa a perspectiva do rating de longo prazo em moeda estrangeira BBB do Brasil e também em moeda local A-. "A S&P só mostrou o que todo o mundo está vendo e falando. Teve que vir a agência para mostrar para ao governo que a economia não vai bem, para ele acreditar no que todo o mundo já comenta", afirmou Pedro Galdi, da SLW.

À tarde, em meio ao cenário já ''nebuloso'', o Ibovespa chegou a romper um importante suporte, de 52 mil pontos, e acabou acionando ordens de stop loss, que levaram o índice a renovar sucessivamente as mínimas da sessão. Nem mesmo a alta das bolsas internacionais deu suporte às ações brasileiras. Em Wall Street, o Dow Jones fechou em alta de 1,38%, aos 15.248,12 pontos, o S&P avançou 1,28%, aos 1.643,38 pontos, e o Nasdaq teve valorização de 1,32%, aos 3.469,22 pontos.

A alta foi puxada pela avaliação de que os estímulos do Federal Reserve ainda devem ser mantidos, já que os dados do payroll vieram mistos. A economia dos EUA criou 175 mil empregos em maio, segundo o Departamento do Trabalho, superando a previsão abertura de 169 mil postos de trabalho. A taxa de desemprego nos EUA subiu levemente para 7,6% em maio, em relação à leitura de 7,5% em abril.

No Brasil, as perdas se espalharam por todos os setores. Eletrobrás e Petrobrás foram destaque de baixa, já que também tiveram suas perspectivas rebaixadas pela S&P. Petrobrás ON caiu 2,76% e PN, 3,19%. Eletrobrás ON recuou 6,31% e a PNB, 5,26%. Vale ON caiu 1,63% e a PNA, 1,76%.

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