JF Diorio/Estadão
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S&P rebaixa nota de crédito da Odebrecht depois de calote

Para agência de classificação de risco, 'geração de fluxo de caixa ainda fraca da Odebrecht e a flexibilidade financeira cada vez mais restrita do grupo' justificam recuo do rating de 'CCC' para 'CCC-'

O Estado de S.Paulo

26 Abril 2018 | 19h30

A agência de classificação de risco S&P rebaixou nesta quinta-feira, 26, os ratings de crédito corporativos na escala global da empreiteira Odebrecht de "CCC" para "CCC-". O rebaixamento vem um dia após a construtora não pagar uma dívida de R$ 500 milhões com credores internacionais.

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Na escala do Brasil, o rebaixamento da construtora foi de "brCCC" para "brCCC-".  Para o crédito de curto prazo, a agência manteve a classificação em "brC".

"O rebaixamento reflete uma maior probabilidade e incentivos para uma reestruturação da dívida de curto prazo ou um default, dada a geração de fluxo de caixa ainda fraca da Odebrecht e a flexibilidade financeira cada vez mais restrita do grupo Odebrecht", afirmou a agência por meio de nota.

Na avaliação, a agência mencionou que a empresa de engenharia não realizou o pagamento do principal de sua obrigação de dívida com vencimento em 2018 e dos juros referentes à sua dívida com vencimento em 2025. A empresa está agora no período de cura de 30 dias para honrar suas obrigações.

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Apesar do rebaixamento, os analistas da S&P acreditam que a Odebrecht S.A, holding da construtora, está em "fase avançada de negociação com os credores e com o intuito de obter novos empréstimos que forneceriam certa folga para dar suporte às necessidades financeiras da empresa"

Perspectiva. A agência manteve a perspectiva negativa para a empreiteira, dada as possibilidades de default, oferta de troca em condições desfavoráveis para os credores, ou outro tipo de reestruturação nos próximos 180 dias. Nesses casos, haveria um novo rebaixamento do ratings da empresa e de suas emissões para "D".

Em dezembro de 2017, estima a S&P, a construtora tinha uma posição de caixa em torno de US$700 milhões, "o que seria

suficiente para honrar suas obrigações de dívida de curto prazo". Dessa dívida, a agência destaca o título no valor de US$150 milhões com vencimento em abril de 2018 e juros anuais de US$183 milhões.

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