Serra ainda não decidiu se privatizará a Cesp

O governador de São Paulo, José Serra, ainda não decidiu se privatizará a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), informou hoje o presidente da estatal, Guilherme Augusto Toledo. "A privatização é uma decisão política e depende única e exclusivamente de decisão pessoal do governador, que ainda não foi tomada", explicou o executivo em teleconferência para analistas sobre os resultados da companhia no exercício de 2006.Sobre uma possível modelagem a ser adotada na privatização, o executivo afirmou que se a opção for pela venda direta para um investidor estratégico, o prazo total da operação seria de 120 dias. Se o governo paulista escolher pela cisão dos ativos da Cesp, o processo levará mais tempo. "É impossível falar sobre a modelagem. Ela é tão complexa e os nossos ativos não são modulares. Por exemplo, Jupiá e Ilha Solteira representam 50% da energia assegurada. A questão é complexa nos ativos e nos passivos da companhia", justificou.O executivo também não manifestou preocupação no que diz respeito à renovação das concessões da Cesp, que se encerram gradativamente até 2015. "Foi proposta uma emenda à medida provisória do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para que todas as concessões fossem renovadas automaticamente. Isso teria como objetivo garantir as geradoras condições de viabilizar investimentos em novas usinas, retirando a dúvida do financiador sobre a renovação das concessões", explicou o executivo. Empresas como Furnas, Chesf, Eletronorte, Copel e Cemig também seriam beneficiadas com essa medida.Na Cesp, a primeira usina que passará pelo processo de renovação da concessão é a hidrelétrica Porto Primavera, cujo prazo se encerra em 2008. "Encaminhamos a documentação para a Aneel, que irá elaborar um estudo e fornecer ao Ministério de Minas e Energia (MME). Como poder concedente, o MME decidirá sobre a renovação da concessão", afirmou.

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