Setor corporativo dá força ao exterior, apesar de Hungria e Irlanda

As Bolsas de Londres, Paris e Frankfurt operavam em alta de cerca de 0,5% nesta manhã

Danielle Chaves, da Agência Estado,

19 de julho de 2010 | 08h51

A semana repleta de balanços nos EUA e que vai culminar com a divulgação dos testes de estresse dos bancos na Europa na sexta-feira começou com duas notícias ruins no exterior. A Hungria não chegou a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia para continuar tendo acesso a uma linha de crédito, enquanto a Irlanda teve os títulos de dívida do governo rebaixados pela Moody's. Por enquanto, o resultado desses fatores nos mercados internacionais é positivo.

A Hungria obteve em 2008 uma linha de crédito de 20 bilhões de euros, mas o chefe da missão do FMI para o país, Christoph Rosenberg, disse que ainda há desafios fiscais e que o fundo continua aberto a discussões. "Embora concordemos em muitas coisas, um série de questões permanece em aberto", disse o FMI em comunicado, após concluir uma avaliação da ajuda financeira.

Já a Irlanda foi criticada pela Moody's por causa de, entre outros motivos, uma "gradual porém significativa perda de força financeira do governo".A Moody's rebaixou os títulos da dívida do governo da Irlanda, de Aa1 para Aa2, com perspectiva estável.

No entanto, as notícias não foram suficientes para provocar queda nas bolsas europeias, nos futuros em Nova York nem no euro, enquanto os investidores parecem mais concentrados em informações positivas sobre o setor corporativo - o que inclui confiança nos balanços nos EUA. Nessa seara, os resultados trimestrais fracos da Philips e da Electrolux foram contrabalançados por notícias bem recebidas de atividades de fusão e aquisição.

Às 8h25, Londres subia 0,42%, Paris avançava 0,51% e Frankfurt ganhava 0,46%. O euro tinha alta para US$ 1,2956, de US$ 1,2927 no fim da tarde de sexta-feira, enquanto o dólar subia para 87,09 ienes, de 86,61 ienes. Entre as commodities, o petróleo para agosto operava com ganho de 0,33%, a US$ 76,26 por barril, na Nymex eletrônica.

Embora tenha anunciado aumento do lucro líquido para 259 milhões de euros (US$ 335,7 milhões) no segundo trimestre deste ano, de 44 milhões de euros no mesmo período do ano passado, as ações da Philips caíam 2,95% em Amsterdã, às 8h25 (de Brasília). A companhia afirmou que o crescimento de dois dígitos nas vendas observado no primeiro semestre de 2010 vai diminuir no restante do ano, refletindo a lenta recuperação econômica nos EUA e na Europa.

Electrolux recuava 8,68% em Estocolmo. O lucro líquido da empresa no segundo trimestre subiu para 1,03 bilhão de coroas suecas (US$ 139 milhões), de 658 milhões de coroas um ano antes, mas as vendas ficaram em 27,3 bilhões de coroas, levemente abaixo da previsão de 27,5 bilhões de coroas.

Por outro lado, porém, a britânica International Power subia 9,38% em Londres após anunciar que negocia com a francesa GDF Suez uma fusão de seus ativos fora da Europa. Enquanto isso, a empresa de engenharia britânica Tomkins, que recebeu uma oferta de 2,9 bilhões de libras (US$ 4,5 bilhões) da empresa de private equity canadense Onex e de um fundo de pensão também canadense, disparava 31,65%. As informações são da Dow Jones.

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