Setor de leasing cresce 56,8% no 1º semestre

A Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel) elevou a projeção de crescimento para o setor neste ano, após os resultados do primeiro semestre. A carteira de operações no País alcançou em junho saldo de R$ 27,05 bilhões, com expansão de 56,8% em relação ao mesmo período do ano passado."Esperamos avanço de 35% a 40% para a carteira no fechamento do ano, em relação a 2005", disse o presidente da Abel, Rafael Cardoso. A estimativa anterior da entidade era evolução de 30% para o acumulado de 2006. O segundo semestre é normalmente mais forte para o leasing do que o primeiro semestre, o que também se verificou no ano passado.Segundo o executivo, o desempenho do setor reflete o aquecimento da economia e, conseqüentemente, a melhora no nível de emprego. As operações de leasing estão concentradas em veículos, responsáveis por 73,84% dos novos negócios fechados em junho. O segmento de máquinas e equipamentos ficou com participação de 19,69%, seguido por informática (3,55%) e outros setores (2,92%).Os novos contratos fechados pelas empresas de leasing no primeiro semestre do ano somaram 305.409 negócios, que totalizaram R$ 12,67 bilhões. O número de contratos representou salto de 48,8% em relação ao mesmo período de 2005. De acordo com as estatísticas da Abel, o segmento de pessoas físicas foi o que mais usou o instrumento leasing em junho, responsável por 48,55% dos novos contratos firmados. Serviços ficaram com 22,75%, seguidos de indústria (14,23%), comércio (10,62%), outros setores (3,50%) e estatais (0,35%).Os novos negócios foram fechados na sua grande maioria em custos prefixados, uma preferência que chegou a 89,54% em junho deste ano. Os acordos fechados em CDI representaram 7,69%, seguidos de TJLP (1,86%); outros indexadores (0,84%); dólar (0,07%) e TR (0,01%).Segundo Cardoso, as empresas de leasing continuam se financiando por meio da emissão de debêntures - títulos de dívida privada lançados no mercado interno. "É um excelente papel para controle financeiro", disse o executivo, lembrando que as companhias podem emitir as debêntures e deixá-las em tesouraria, colocando no mercado segundo a necessidade.

Agencia Estado,

15 de agosto de 2006 | 17h54

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