Setor financeiro pesa e bolsas europeias fecham em baixa

A Bolsa de Londres caiu 0,67% e a de Paris, 0,33%. Em Frankfurt, o índice perdeu 0,23%

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

30 de março de 2010 | 14h22

As principais bolsas europeias fecharam em queda, em sua maioria, influenciadas pelo declínio nas ações do setor financeiro, particularmente pressionado pelo menor entusiasmo com a situação da Grécia diante da demanda relativamente fraca em uma emissão de bônus soberanos e pela expectativa do mercado com relação ao plano da Irlanda para auxiliar as instituições financeiras do país.

 

O governo irlandês anunciou após o fechamento do mercado os detalhes de um plano que inclui a criação de uma agência que comprará ativos tóxicos dos bancos locais, mas com descontos em relação ao valor de face.

 

O índice pan-europeu Stoxx Europe 600 fechou praticamente estável, a 263,89 pontos, e acumula alta de 4% do início do ano até o momento.

 

Em Londres, o índice FT-100 caiu 38,34 pontos (0,67%), para 5.672,32 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 13,25 pontos (0,33%) e fechou com 3.987,41 pontos. Em Frankfurt, o índice Dax-30 perdeu 14,40 pontos (0,23%) e fechou com 6.142,45 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 fechou em baixa de 110,30 pontos (0,99%), a 10.980,70 pontos.

 

Na Grécia, o índice ASE caiu 2%, para 2.095,64 pontos, pressionado pelo declínio nas ações de bancos. Os papéis do Piraeus Bank recuaram 3,8% e os do National Bank of Greece perderam 3,3%. Na segunda-feira, o país foi obrigado a pagar um prêmio elevado numa emissão de 5 bilhões de euros em títulos de sete anos, cuja demanda ficou em apenas 1,4 vez o volume ofertado.

 

Na Irlanda, as ações do Allied Irish Banks caíram 9%. Pouco após o fechamento do mercado, o governo do país anunciou em um comunicado que o banco precisará levantar 7,4 bilhões de euros e que comprará 3,3 bilhões de empréstimos podres da instituição com um desconto de 43% em relação ao valor de face.

 

Além disso, o Royal Bank of Scotland recuou 3,4% após ter sido multado em 28,6 milhões de libras por entregar informações confidenciais de precificação de empréstimos ao rival Barclays.

 

O UBS contrariou a tendência do setor e fechou em alta de 3% após uma reportagem da Bloomberg afirmar que a instituição gerou uma receita de aproximadamente US$ 2,3 bilhões em sua unidade de renda fixa no primeiro trimestre de 2010. O UBS comentou a reportagem, afirmando que como o "trimestre ainda não terminou e os resultados até o momento ainda estão sujeitos a um ajuste razoável", o número pode não ser confiável.

 

Os setores mais fortes da sessão foram os de prestação de serviços públicos, com as ações da E.ON e da RWE subindo 1,3% cada, e o de alimentos, com uma alta de 1,2% nos papeis da Danone. As informações são da Dow Jones.

 

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