Setor imobiliário puxa alta de 0,8% na Bolsa de Tóquio

O forte desempenho de um grupo de blue chips do setor imobiliário empurrou o índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio para o seu maior nível de fechamento dos últimos cinco meses. O índice subiu 0,8% e chegou ao fim do pregão de hoje com 16.788,82 pontos, depois de ter atingido na sexta-feira o maior nível desde 11 de maio. Um estímulo adicional veio de um punhado de empresas que divulgaram sólidos resultados no primeiro semestre fiscal (abril-setembro), como a Shin-Etsu Chemical. Muitos investidores esperam que o Nikkei teste o nível dos 17 mil pontos nas próximas semanas, na onda da divulgação dos bons resultados da empresas, mas alguns operadores alertam que o enfraquecimento da economia global pode impedir avanços mais significativos no índice. ?Todo mundo já sabe que as empresas tiveram bons lucros, por isso é discutível se o mercado interno exerce uma pressão substancial para a alta?, comentou um analista. No meio do pregão, as três maiores incorporadoras imobiliárias do Japão bateram recordes históricos ou de 12 meses. As ações da Sumitomo Realty & Development, número 3 no ranking das incorporadoras, tiveram alta de 4,2% e fecharam com o preço recorde de 3,99 ienes. Os investidores estrangeiros foram os principais compradores das ações deste setor e procuraram as blue chips com boas perspectivas de lucro. Os papéis da Shin-Etsu Chemical, fabricante de discos semicondutores, subiram 2,2% e fecharam em 8,05 ienes, depois de terem atingido o valor recorde de 8,12 ienes na metade do pregão. A empresa aumentou sua previsão de lucros para o ano fiscal que se encerra em março de 2007, após a divulgação de fortes ganhos no primeiro semestre fiscal. Trata-se da primeira empresa de tecnologia do Japão a divulgar resultados. Muitas devem fazê-lo no final da semana. As ações do setor de petróleo e de crédito ao consumidor, porém, terminaram a sessão em baixa após o recuo nos preços do barril e o ressurgimento de preocupações quanto à rentabilidade das companhias de crédito. A refinaria Showa Shell Sekiyu K.K. teve queda de 1,6%. A empresa de cartões de crédito e empréstimos ao consumidor UFJ Nicos chegou a mergulhar na cotação mais baixa do ano (559 ienes) antes de terminar com queda de 10,5%, aos 590 ienes. O motivo foi o rebaixamento na classificação de seus papéis para ?Manter?, pela Deutsche Securities. A Komatsu, que produz equipamentos para a construção civil, perdeu 4,3% depois que sua principal concorrente, a norte-americana Caterpillar, anunciou que as estimativas de ganho divulgadas na sexta-feira estavam erradas e que reduzirá sua previsão de lucros, devido à queda nas vendas. As informações são da Dow Jones.

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