Sinal de enfraquecimento na indústria da China pesa nos futuros de petróleo

O sinal de enfraquecimento na indústria da China, fornecido pelo índice de gerentes de compras (PMI) do HSBC, pesa nos contratos futuros de petróleo. A tendência de desvalorização na commodity também é direcionada pelo aumento de estoques nos Estados Unidos.

AE, Estadão Conteúdo

31 Dezembro 2014 | 09h13

O índice dos gerentes de compras industrial da China caiu a 49,6 na leitura final de dezembro, de 50,0 na leitura final de novembro, segundo dados medidos pelo banco HSBC. A leitura preliminar indicava uma queda maior, para 49,5 em dezembro. Esta é a primeira contração registrada nas condições operacionais da indústria desde maio. Leituras abaixo de 50 indicam contração na atividade do setor na comparação com o mês anterior.

A China é o segundo maior consumidor mundial de petróleo e o setor industrial corresponde a uma grande fatia da demanda por combustível.

Além disso, os investidores estão aguardando números do Departamento de Energia dos EUA (DoE) sobre estoques no país. Ontem, o American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias) informou que os estoques norte-americanos de petróleo bruto tiveram uma aumento de 760 mil barris na semana passada.

A elevação na produção de petróleo nos EUA, alimentada pelo boom de óleo de xisto, tem aumentado o excesso de oferta global. Analistas estimam que o mercado mundial de petróleo bruto está funcionando atualmente com um excedente de 2 milhões de barris por dia.

O mercado parece estar ignorando notícias de interrupções contínuas na Líbia, onde grupos extremistas estão fazendo um esforço renovado para aproveitar os recursos petrolíferos do país. A turbulência levou em dezembro a produção de óleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), da qual a Líbia é membro, à mínima em seis meses, com 29,98 milhões de barris por dia, disseram analistas da PVM.

Às 8h45 (de Brasília), o Brent para fevereiro recuava 2,94%, a US$ 56,20 por barril, na plataforma eletrônica ICE, em Londres, enquanto o petróleo para o mesmo mês na Nymex tinha baixa de 1,88%, a US$ 53,11 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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