Sindicato rejeitará plano da Volks que implique demissão

Trabalhadores da Volkswagen de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, decidiram hoje, em assembléia, que não vão negociar com a empresa qualquer plano que acarrete demissões e corte de direitos trabalhistas. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que comandou a assembléia, está disposto a negociar medidas para redução de custos de produção, mas acha possível encontrar alternativas diferentes daquelas propostas pela fábrica.A direção da companhia ameaçou ontem fechar a unidade do ABC caso os trabalhadores não aceitem o plano de reestruturação proposto em maio, que implica a demissão de 3,6 mil trabalhadores e redução de benefícios trabalhistas. "Não vamos aceitar nenhum acordo que signifique redução de direitos ou dispensa de trabalhadores", disse o presidente do sindicato, José Lopez Feijó. Segundo ele, a direção da entidade vai discutir com a empresa até sexta-feira propostas alternativas. No sábado, os trabalhadores vão se reunir na sede do sindicato para apresentar o resultado dessas discussões."Se não chegarmos a um entendimento, vamos para a luta", disse Feijó. Segundo ele, a Volks está jogando para os trabalhadores a responsabilidade da má administração que a empresa vem tendo nos últimos anos. O sindicalista disse ainda ser possível discutir uma proposta que inclua o Programa de Demissões Voluntárias (PDV), mas a categoria rejeita qualquer acordo similar ao feito na fábrica de Taubaté (SP), em que as demissões foram indicadas pela própria empresa.Feijó não especificou que tipo de protesto os trabalhadores podem realizar. De imediato está descartada a greve, pois a empresa anunciou recentemente período de férias coletivas de dez dias a partir do dia 18. No mesmo comunicado em que ameaça fechar a fábrica, a direção da Volks informou que, se o Plano de Reestruturação não for aprovado até sexta-feira, o número de demissões, inicialmente de 3,6 mil pessoas, pode chegar a 6,1 mil, sendo 1.800 já a partir de 21 de novembro. A assembléia realizada hoje reuniu trabalhadores dos turnos da manhã de da tarde. A fábrica emprega, ao todo, 12 mil funcionários.

Agencia Estado,

22 de agosto de 2006 | 16h46

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