Sistema de amortização determina prestações do imóvel

Um item que deve ser bem observado no processo de escolha de uma linha de crédito na compra de imóveis é o sistema de amortização da dívida que será usado. A importância dessa sigla - que muitas vezes passa despercebida -, é ser uma das principais responsáveis pelo valor inicial e final das parcelas. Além disso, é o sistema de amortização que determina o saldo devedor a pagar. Atualmente são oferecidas três opções: o Sistema de Amortização Constante (SAC), o Sistema de Amortização Crescente (Sacre) e a Tabela Price. O mais utilizado pelas instituições financeiras é o SAC, pois com essa modalidade, o mutuário paga, ao mesmo tempo, um porcentual dos juros e outro da dívida. O valor mensal a ser pago é maior no início, mas diminui com o tempo e não sobra resíduo ao final do contrato. Por isso, esse é o sistema mais recomendado por especialistas de defesa do consumidor. O Sacre é semelhante ao SAC. Mas, nessa modalidade, primeiro, efetua-se a correção do saldo devedor e depois diminui-se a parcela de amortização. Com isso, as parcelas finais são mais baixas que pelo SAC, mas o total pago pelo financiamento é maior. O menos indicado dos sistemas é a Tabela Price. Inicialmente, oferece parcelas menores. Mas, aumentam consideravelmente no final do contrato. Isso ocorre porque primeiro o mutuário paga os juros para, depois, amortizar a dívida. Além do valor emprestado ser superior às outras modalidades, ainda existe o inconveniente de sobrar resíduo a ser pago no final. A maioria dos bancos já utiliza o SAC como sistema se amortização e, em alguns casos o SAC é combinado com as outras modalidades - Sacre ou Tabela Price.

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