Status "grau de investimento" não altera valorização da CSN

O banco de investimentos Merrill Lynch afirma, em relatório assinado pelos analistas Marcelo Aguiar e Marcos Assumpção, que o fato de a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) ter alcançado o status "investment grade" (grau de investimento) para a agência de classificação de risco Fitch Ratings "não exerce impacto sobre a valorização da companhia". Na semana passada, a Fitch elevou o teto soberano do Brasil de "BB" para "BB+" e, em conseqüência, a classificação da CSN passou para "BBB-" - a nota mais baixa dentro da escala grau de investimento. Para o Merrill Lynch, a elevação da CSN apenas na Fitch "não deve levar o mercado a tratar a siderúrgica como uma companhia grau de investimento". Geralmente, explicam os analistas, é necessário que outra agência de classificação, como a Moody's e a Standard & Poor's (S&P), também elevem a companhia para o status grau de investimento. Para S&P e Moody's, a CSN ainda está dois degraus abaixo do investment grade. Atualmente, os bônus da CSN são negociados 132 pontos-base, em média, acima dos bônus brasileiros de prazo similar. Ou seja, o juro anual oferecido pelos bônus da siderúrgica são cerca de 1,32 ponto porcentual superior ao juro dos bônus brasileiros. Tal spread (diferença) não deve cair em conseqüência da elevação de nota promovida pela Fitch, opina o Merrill Lynch. "Nossos operadores de renda fixa acreditam que apenas uma segunda classificação investment grade, da Moody's ou da S&P, afetaria o spread de modo significativo". Se o mercado passar a reconhecer a CSN como companhia grau de investimento, o lucro da siderúrgica deve aumentar em US$ 20 milhões por ano, estima o banco.

Agencia Estado,

23 de agosto de 2006 | 07h00

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