Submarino deve pulverizar capital neste ano

O Submarino deve ser a primeira companhia a pulverizar seu capital entre as diversas empresas que anunciaram a intenção neste ano. A oferta primária e secundária de ações marcada para abril colocará no mercado 93,57% do capital da companhia e os controladores atuais deverão ficar com 6,43%. O estatuto da companhia prevê que nenhum acionista poderá deter mais que 20% dos papéis. A participação atual dos controladores é de 32,69% e o volume de ações que circulam no mercado é de 67,3%. No prospecto da oferta, a empresa informa que, do total de recursos captados, 30% serão investidos em capital de giro, 30% em ativos imobilizado e 40% em atividades operacionais existentes. Pela cotação de sexta-feira, o montante deverá somar R$ 816,72 milhões ou R$ 939,23 milhões, com o lote suplementar. Os investimentos em imobilizado são a aquisição de máquinas e equipamentos, benfeitorias em imóveis de terceiros, equipamentos de informática, móveis e utensílios, softwares, licenças e desenvolvimento de funcionalidades no site. Os investimentos nas atividades operacionais estão relacionados diretamente com aquisição de máquinas e equipamentos, ampliação da área de armazenagem, além dos investimentos previstos para as operações de venda ingressos, viagens e cartões. Riscos Na relação dos riscos a que está sujeito, o Submarino elencou diversos pontos, como o pouco tempo de vida da empresa que impede projeções exatas de receitas e despesas; possibilidade de registrar flutuações nas taxas de crescimento; problemas decorrentes da concessão de crédito por meio do cartão; mudanças na regulamentação pelo governo. A empresa aventa também a possibilidade de não ser bem-sucedida frente à concorrência, destacando que diversas empresas como Casas Bahia, Lojas Americanas, Magazine Luiza, Pernambucanas possuem marcas fortes e estão atuantes no comércio on line. O Submarino considera também a chegada de internacionais para disputar o mercado brasileiro, os sites de fornecedores que vendem diretamente ao consumidor, o desenvolvimento de novos sites de comércio eletrônico e a competição com programas de televisão que também vendem produtos. Um aumento da concorrência, diz o prospecto, poderá significar uma redução de preços, deterioração de capital de giro, redução da margem e perda de mercado. (Reportagem publicada no AE Empresas e Setores)

Agencia Estado,

03 Abril 2006 | 17h00

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