Sul-America projeta ganhos em fundos de construção e infra-estrutura

Apesar da perspectiva ainda positiva para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a seleção de ativos será primordial para a manutenção dos ganhos este ano, na visão do superintendente de renda variável da SulAmérica Investimentos, Alexandre Vianna. Entre as opções da instituição, que administra um total de R$ 10 bilhões em recursos, estão empresas dos setores de construção civil e infra-estrutura. A posição tem como base a perspectiva de aquecimento da demanda interna e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), segundo Vianna. ?Apesar de o PAC ter sido um pouco decepcionante, acredito que essas empresas podem se beneficiar.? O peso dos dois segmentos nas carteiras da SulAmérica situa-se entre 30% e 40%, enquanto no Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) essa participação é de, no máximo, 10%, calcula o superintendente. Em construção, a aposta se concentra nos fornecedores de insumos, entre eles Duratex, Eternit e Gerdau, afirma. Para ele, a cotação das ações das incorporadoras encontra-se em patamares muito elevados. Em infra-estrutura, os portfólios da SulAmérica contam com ALL, Santos Brasil, Confab e Lupatech. As ações de primeira linha (blue chips, em inglês) Petrobras e Vale do Rio Doce também fazem parte do portfólio, embora em proporção menor em relação ao índice. ?As ações dessas empresas sofrem com a volatilidade do preço das commodities e acabam puxando o índice?, observa. Também com participação menor na carteira, mas com boas perspectivas, ele cita Perdigão, empresa que, segundo ele, deve apresentar recuperação nos números do quarto trimestre de 2006. Em consumo, a SulAmérica reforçou a posição que tinha em Submarino e acrescentou as ações da Guararapes. Vianna também destaca Itaú, que, assim como os demais bancos, continua apresentando bons resultados e se mostra uma opção "segura" na Bolsa. O executivo espera poucas modificações na carteira dos fundos da SulAmérica durante o ano, mas ele lembra que a volatilidade do mercado pode proporcionar oportunidades de curto prazo. ?Chegamos a comprar Cyrela depois da queda do papel este mês, mas já saímos da posição.? De um modo geral, ele observa que o bom desempenho dos investimentos em renda variável dependerá ainda do cenário externo, como a trajetória das taxas de juros nos Estados Unidos. ?É preciso ficar atento, pois os mercados estão muito atrelados?, pondera.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.