SulAmérica mantém cautela em relação à Bolsa

?Cada dia é um dia? para a Bovespa, que deve seguir fortemente correlacionada aos dados da economia norte-americana, principalmente no curto prazo. A análise é do superintendente de renda variável da SulAmérica Investimentos, Alexandre Vianna. A instituição, que administra um total de R$ 9 bilhões em recursos, se mantém cautelosa em relação à Bolsa. ?No momento, temos uma posição pequena e concentrada em alguns papéis?, detalha. A oferta de compra da mineradora canadense Inco pela Vale do Rio Doce, por US$ 17,8 bilhões, principal evento do mercado nos últimos dias, é vista com certa apreensão pelo executivo. ?A proposta acontece no momento em que o níquel apresenta um dos patamares mais elevados de todos os tempos?, pondera. O valor oferecido pela Vale foi considerado caro e, segundo Vianna, há dúvidas com relação a quanto o negócio agregará à empresa. Para ele, a cotação atual do papel encontra-se em um patamar justo. A principal posição da SulAmérica Investimentos é Petrobras. O executivo destaca os bons resultados trimestrais registrados pela estatal e bom nível de rentabilidade, que pode se tornar ainda maior com um provável reajuste dos combustíveis após as eleições. Outro ponto é a atual cotação do papel, considerada baixa na comparação com as petrolíferas internacionais. Na análise de Vianna, os bancos também apresentam uma boa dinâmica e de sucessivos resultados positivos. ?Aproveitamos a queda das ações em maio para reforçarmos a posição?, lembra, ao apontar as ações de Itaú e da holding Itaúsa. Em outra oportunidade criada a partir do recuo nas cotações, ele cita Submarino, que havia caído bastante e de forma injustificada diante do histórico e potencial de crescimento da empresa de comércio eletrônico. No setor elétrico, a principal aposta da SulAmérica são as geradoras. A instituição participou da oferta pública de ações da Cesp, realizada no mês passado. ?A operação ajudou a reduzir a dívida, principal preocupação com a empresa?, ressalta. Vianna acredita ainda no potencial de alta de Cemig. ?Apesar do resultado do trimestre não ter sido brilhante, a empresa se mantém atrativa e com forte geração de caixa?, observa.

Agencia Estado,

21 de agosto de 2006 | 07h00

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