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Sustentada pelo cenário exterior, Bolsa fecha em alta de 1,13%

Após oscilar durante a manhã, Ibovespa engata recuperação pela tarde, recebendo apoio da alta das bolsas de Nova York, e fecha em alta, aos 54.236,25 pontos

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

27 Maio 2015 | 17h29

O sentimento mais positivo no exterior e um movimento de recuperação ajudaram a içar a Bovespa do vermelho nesta quarta-feira. No fim, a Bolsa subiu 1,13%, aos 54.236,25 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 6,583 bilhões. Até agora, no mês, a Bolsa acumula perda de 3,54% e, no ano, alta de 8,46%.
A Bovespa abriu de lado e oscilou ao longo da manhã, sofrendo pressão de alta das ações da Petrobras e de baixa dos papéis da Vale, que subiram nas últimas quatro sessões. No entanto, no início da tarde, a Bovespa engatou uma recuperação recebendo apoio da alta das bolsas de Nova York, que se recuperavam das perdas acentuadas registradas na véspera.
Em meio à ausência de indicadores importantes nos EUA, os investidores internacionais se pautaram pelo ambiente mais positivo na Europa. O otimismo ganhou força com informações divulgadas pela imprensa de que a Grécia estaria chegando perto de um acordo com os credores. As principais bolsas europeias fecharam com alta de mais de 1% e o euro subiu ante o dólar. Em Wall Street, as bolsas foram ajudadas também por uma recuperação depois da queda forte registrada ontem, quando o índice Dow Jones teve sua maior baixa em um único dia desde 30 de abril, e pela expectativa da primeira revisão dos dados do PIB dos EUA no primeiro trimestre, que saem na sexta-feira. No fechamento, o índice Dow Jones (+0,67%), S&P 500 (+0,92%) e o Nasdaq (+1,47%).

 
De volta ao Brasil, as ações dos bancos fecharam em alta, sem reagir, no entanto, à nota de crédito divulgada pelo Banco Central. O documento mostrou que a taxa de inadimplência no crédito livre subiu para 4,6% em abril, ante 4,4% em março, enquanto a média diária de concessões de crédito livre subiu 2,4% em abril em relação a março, para R$ 13,7 bilhões. Já a taxa média de juros no crédito livre avançou de 40,9% ao ano em março para 41,8% ao ano em abril, sendo a maior taxa da série iniciada em março de 2011. No fechamento: Banco do Brasil ON +1,66%, Bradesco ON +1,97%, Bradesco PN +2,71%, e Itaú Unibanco PN +2,03%.
Entre os destaques de alta também estavam as ações da Petrobras e da Vale. As ações das companhias foram beneficiadas pela melhora do sentimento no mercado. No fim da sessão, Petrobras ON e Petrobras PN subiram 1,20% e 1,29%, respectivamente. Entre as notícias envolvendo a estatal, fontes disseram que a companhia está se preparando para acessar o mercado de dívida externa, o que pode acontecer nas próximas semanas. As ações ON da Vale +0,77% e PNA, +0,74%. 
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